Resenha: A neve e a flor -Matheus Moori

Nome: A Neve a Flor

Autor: Matheus Moori

Onde comprar: Amazon

Rede social: Instagram do autor

Sinopse: Eu devo aceitar que quem eu mais amo esteja esperando pela morte? E existe uma maneira certa de se esperar pela morte? Essas questões impactam diretamente na vida de Erin, uma pequena mamute na era do gelo, onde cada animal tem a sua tradição para lidar com o inevitável fim. Em sua jornada, Erin conhecerá outras culturas, como a dos corvos que não acreditam em pós-vida, passando pelos predadores, adeptos da coragem até o último suspiro, mas principalmente tentará entender os costumes de seu próprio povo, pois são estes que guiarão a sua avó pelo caminho em que a neta não poderá acompanhá-la. “A neve e a flor” é uma estória sobre luto, o que não quer dizer que seja uma estória triste, pois além da morte, o luto envolve acima de tudo, amor.

Minha opinião:

Em minha primeira experiência lendo uma obra de Matheus Moori já tive uma grata surpresa. Apesar da temática já me instigar, fazia muito tempo que eu não fazia tantas marcações em um livro como fiz de “A neve e a flor”. São tantas passagens recheadas de questões voltadas às relações humanas, a perda, a vida, o luto e o tempo. 

Foi quase impossível não se angustiar ou não se olhar. Lembrar de alguma situação ou até me imaginar. 

“Todos acreditam em diferentes coisas. Ninguém pode ter certeza de nada. Foi por isso que deixei de tomar o que os outros falam como verdade”

Com muita maestria, o autor colocou animais em seus contextos e habitats naturais, mesclando com reflexões que passam pela vida do ser humano. Além de pontuar sobre a individualidade com que os seres lidam com o luto. 

Tudo isso também embalado por elementos das estações do ano, o inverno, com ele a neve e o frio, assim como a primavera e com ela as flores e o calor. 

“Existe um tempo em nossas vidas no qual parece que tudo durará para sempre. Um tempo em que não havia por que contar os dias e todas as coisas pareciam estar no lugar ao qual pertenciam. Depois, nos lembramos daquele tempo como nossos momentos mais felizes. A questão é: o que faremos quando algo que parecia eterno como geleiras se liquefaz como neve iluminada pelo sol?”

O grande trunfo é a personagem Erin. Ela é ou foi um pouco de cada um de nós. Em alguma fase da vida, a gente se questiona sobre a morte, a partida de pessoas queridas e a dificuldade da aceitação.

Entrevista com o autor

por gabriel