“Neste vlog, compartilho minhas leituras em andamento e alguns momentos das apresentações que assisti no evento Poesia no Centro, realizado na Livraria Megafauna.
“Neste vlog, compartilho minhas leituras em andamento e alguns momentos das apresentações que assisti no evento Poesia no Centro, realizado na Livraria Megafauna.
Eu, após tanto tempo, consegui fazer o registro de vários dias de leitura de um livro. Era um desejo antigo e agora concretizei. Espero que curtam o resultado. E o livro foi Relatos de um gato viajante.

Vlog de leitura Relatos de um Gato Viajante
*link comissionado

O espetáculo “Meu Remédio” é um monólogo estrelado por Mouhamed Harfouch, em um texto autobiográfico em que o ator conta as curiosidades envolvendo o seu nome, de que forma os pais tiveram a ideia do nome. Além disso, durante a peça, o Mouhamed também compartilha como a carreira começou, percalços e ainda canta músicas que fazem parte da sua vida.
A peça apresenta a cultura árabe e as tradições que a pertencem.
Recheado de momentos engraçados, “Meu Remédio” também fala sobre os preconceitos e obstáculos que os imigrantes árabes sofreram no Brasil.
Em cartaz até 29 de março no Teatro Santos Augusta.

Kokuho é um filme japonês, de Sang IL Lee. A produção conta a história de Kikuo, que perde o pai e acaba sendo criado por um ator famoso.
Kikuo, aos 14 anos, passa a se dedicar ao teatro tradicional.
O longa aborda os desafios de um Japão rígido, dos desafios da vida de artista na região, dos papéis de gênero e outras questões que envolvem as tradições japonesas.
A estreia está marcada para o próximo dia 5 de março nos cinemas. Kohu está indicado ao Oscar 2026 na categoria melhor cabelo e maquiagem.
O filme já é considerado a maior bilheteira de cinema japonês de todos os tempos.

Felicidade é uma peça de comédia musical. Conta a história de uma colunista que está passando por uns estresses na vida em relação à mãe e a uma colega antiga que ela reencontrou recentemente. Mas, de uma noite para outra, ela acorda com uma felicidade que não sai dela de jeito nenhum, o que acaba atraindo a insatisfação do próprio marido e da mãe.
É uma peça muito divertida. Cheia de música e com intervenções do Zeca Baleiro na trilha sonora, composta ali por músicas do próprio Zeca e também do Tom Zé. No elenco ainda temos Eduardo Estrela, Nilton Bicudo, Luiza Michelleti e protagonizando Marta Nowill.
Com ajuda do humor, o espetáculo irá criticar os extremos da felicidade e da tristeza.
Em cartaz até o dia 1º de fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso.

Sinopse: Uma jornada que mergulha os espectadores durante um primeiro encontro nas mentes de Piero e Lara, revelando onde seus egos internos colidem e os pensamentos ocultos e os conflitos internos que influenciam nossas escolhas são revelados.
Minha opinião: É aquela comédia romântica que, apesar de fugir de muitos clichês, também traz algumas características presentes em filmes do gênero. Um dos principais destaques do longa são os atores que representam os “divertidamentes” das cabeças dos protagonistas. São eles que vão guiar, de certo modo ajudar, muitas vezes atrapalhar as decisões que as personagens tomam durante o primeiro encontro, o acontecimento que é o centro de todo o filme.

É a minha segunda experiência assistindo aos filmes do diretor sul-coreano Hong Sang-soo. O primeiro foi “As Aventuras de uma Francesa na Coreia”. Neste filme, se centraliza na história de um jovem poeta, que leva sua namorada para a casa dos pais dela, nos arredores de Icheon, uma cidade da Coreia. O rapaz fica encantado com a arquitetura da casa, a junção com a natureza e o jardim ondulado. Nisso, ele irá conhecer o pai da namorada e, a partir disso, seguem conversando durante todo o longa com até então muita afinidade regada de comida e bebidas. Ele também conhecerá a irmã e a mãe da namorada. No decorrer de todo esse dia, um certo embate acontece e abala todas as relações. “O que a natureza te conta” traz questões envolvendo família, vulnerabilidade, poesia e uma forte mensagem de o quanto a natureza pode nos ajudar a trazer respostas para a gente.
Muitas vezes as pessoas pensam que literatura infantil é somente para crianças. Por mais que os autores do gênero possam criar essas obras direcionadas a esse público, não é incomum também o público adulto se conectar com as obras. Além de pais e educadores que porventura terão acesso ao material, até mesmo para fazer a ponte até a criança. Os adultos também podem aprender, se emocionar e se envolver com esses livros.
A escritora Karla Carvalho é uma dessas autoras que conseguem fazer esses livros que se entrelaçam com todos os públicos. Recentemente tive a oportunidade de ler cinco títulos publicados pela autora. Vou compartilhar eles aqui com vocês:

Título: Casulos
Sinopse:

Mas a história de Tim não se limita apenas à informação, ela também nos convida a refletir sobre a importância da inclusão e da aceitação. Através da empatia e da compreensão, aprendemos a ver o TDAH não como uma limitação, mas como parte da criança, que podemos ajudá-la a despertar seu potencial.
Minha opinião: Neste livro, a autora irá abordar um tema que preocupa muitos os pais de crianças, ainda mais em um tempo tão hiperconectado, com vários autodiagnósticos feitos em redes sociais, preconceitos que existem na sociedade em relação ao TDAH e outras condições. A obra se apresenta com o objetivo de tranquilizar o leitor em relação às tensões que se tem antes e pós-diagnóstico.
Ilustração: Catarina Rangel


Título: Neste mundo azul
Sinopse:Já imaginou como seria o mundo se todos fossem iguais? E se nos jardins só existissem margaridas brancas? Ou se no céu voassem apenas borboletas amarelas? A natureza é feita de cores, formas e encantos diversos – assim como nós! Embargue nessa aventura e descubra como é justamente a beleza das diferenças que torna o mundo um lugar extraordinário.
Minha opinião: O preconceito sempre existiu, mas em tempos que, por muitas vezes, se perdeu o tabu em discriminar, em ofender, a obra traz de uma maneira muito lúdica e clara para a criança sobre o amor e o respeito ao próximo. E em entender que vivemos em um mundo plural, que as pessoas são diferentes, trazendo uma perspectiva positiva em meio a toda essa adversidade, com apenas a lição do respeito.
Ilustração: Pietro Peres
Onde comprar: Loja da autora


Sinopse: Aicha vive no norte da Tunísia com o marido e o filho mais novo. A família vive angustiada desde a partida dos filhos mais velhos, Mehdi e Amine, para a guerra. Quando Mehdi inesperadamente volta para casa com uma misteriosa esposa grávida, algo sombrio emerge na região, ameaçando toda a aldeia. Com isso, Aicha se vê dividida entre o amor materno e a busca pela verdade.
Minha opinião: O longa traz uma mistura de gêneros, divididos em capítulos, com ação, drama e sobrenatural. O filme de Meryam Joobeur é cheio de tensões, medo, dor, aflições. Ao mesmo tempo, explora pureza, simplicidade e a sensibilidade das crianças. “A quem eu pertenço” simultaneamente que se propõe a trazer diálogos duros entre as personagens, também expõe diversos momentos em que o silêncio e os olhares das personagens são cheios de mensagens e sentidos.
No último sábado, 11 de outubro, estive no teatro do núcleo experimental no monólogo protagonizado pelo ator Thalles Cabral, do diretor Nicolas Ahnert, baseado no livro “Triste não é ao certo a palavra” de Gabriel Abreu.

A peça é um oceano de emoções sobre a angústia da perda de um familiar. São múltiplas as sensações. Demonstra uma luta por um resgate do tempo e uma busca por respostas de perguntas nunca ditas.
A personagem principal vai demonstrar todo o percurso dos últimos 30 dias de vida de sua mãe. De forma dilacerante, vivencia as fases do luto até mesmo antes da mãe de fato morrer, visto que a mesma tem o diagnóstico de demência.
Os destaques ficam para o Thalles,que entrega de forma profunda a atuação. O cenário de Pazetto, a iluminação de Nicolas Caratori e a trilha sonora de Alê Martins fazem do espetáculo ainda mais emocionante.