Exposição- Estremecer Auroras

A mostra  do suíço que tem na trajetória uma série de  trabalhos expostos pelo mundo e, é classificado seu trabalho como artes visuais ao entrelaçar com esculturas, telas, quadros, fotografias e curtas com características psicodélicas.

Em um ambiente predominantemente preto e branco, do qual aparenta ter uma atmosfera de continuidade de acontecimentos dentro do conceito criado pelo artista. Ainda podemos observar elementos de madeira, gesso, material reaproveitado do lixo e outros.

A exposição possui quatro espaços, sendo que dois são salas que exibem curtas, uma com esculturas em movimentos. Todas carregam criticas sociais, que geram curiosidades e proporciona um olhar profundo aos espectadores, ao exibir uma perspectiva  sobre  a vida e os sonhos que Rebertez traz  dentro de uma espécie de circuito .Maquinas, objetos e personagens protagonizam os conceitos que o artista aborda

Estremecer Aurora  cumpre a missão como obra artística ao proporcionar aos espectadores desconfortos, questionamentos e incômodos.  Considerando que a arte não tem somente o intuito de entreter, mas também fazer com que o visitante questione e pense sobre o que ele observa. Rebertez tem como objetivo provocar o espectador perante a um olhar sobre a vida e o mundo. O principal reflexo que o artista aplica na exposição é sobre o comportamento humano.

O projeto de Augustin pode ser interpretado de diversas maneiras, mas algumas características são muito implícitas sobre a obra, como  é a crítica referente a tecnologia e de quais maneiras ela afeta as relações e a forma que o homem é envolvido no sistema.

Os movimentos repetitivos interpretados pelas personagens podem ser comparados até as cenas do filme Tempos Modernos de Charlie Chapplin. Alusão a loucura, surtos e doenças mentais podem ser identificados de modo subconsciente em diversos atos dos vídeos apresentados.

Augustin Rebertez pode ser classificado como um dos grandes  artistas  da pós modernidade.

A exposição “Estremecer Aurora” concebida por Augustin Rebertez estreiou no dia 12 de abril no Sesc Consolação em São Paulo e fica em cartaz até o dia 27 de julho.

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por gabriel

{Filme} Fora De Série

A comédia adolescente “Fora de Série”( Booksmart) inova, mas sem fugir de clichês dos filmes do gênero, com grande aprovação da crítica estrangeira, o longa que se passa no último ano do ensino médio, protagonizado pelas atrizes Beanie Feldstein e  Kailtyn Dever, respectivamente Molly e Amy, que  são melhores amigas e sempre focaram em conseguir boas notas para a candidatura em renomadas Universidades do país. Só que em um determinado momento Molly fica sabendo que os colegas que não estudaram tanto assim, também foram aprovados nas mesmas faculdades.

Um dos grandes destaques do filme vai para a personagem “Gigi” interpretado pela atriz Billie Lourd, em que arranca gargalhadas dos espectadores durante o filme “Em cenas para lá de engraçadas” 

Com direção da atriz Olivia Wilde, o longa ainda trata sobre assuntos como empoderamento feminino, questões de gênero e orientação sexual de forma muito séria e respeitosa, sem perder o tom da comédia.

Personalidade e temáticas como “Seja você mesmo” endossam a produção, o que não deixa de ser uma mensagem importante para o público alvo.

 

O filme ainda  é recheado de clichês sobre o ensino médio e personagens adolescentes, referências do mundo nerd, presentes em todos os filmes do gênero.

No Brasil, o filme chega aos cinemas no dia 13 de junho, distribuído pela Imagem Filmes

 

por gabriel

“No Words Left” É o Álbum Audiovisual de Lucy Rose

Resultado de imagem para lucy rose no word leftA cantora de folk lança o quarto disco de estúdio, do qual permanece com a essência introspectiva e melancólica em quase todas as canções.  Após os bem sucedidos “Like I Used To” (2012, Sony Music) , “Work It Out” ( 2015, Sony Music) e “Somenthing´s  Changed” , 2017 lançado de maneira independente. Lucy ainda realizou turnês internacionais com passagens pelo Brasil.

Considerado pela artista um dos projetos mais autobiográficos, nota-se a evolução da artista ao tratar sobre assuntos como empoderamento, ansiedade e exclusão .

Lucy Rose vem ao Brasil em outubro

O primeiro single “Conversation” tem mais de 4 milhões de stream no Spotify, a música é uma declaração\ desabafo sobre os conflitos em que uma relação pode proporcionar.

 

That I came for you
And I drew names for you
It’s true
No-one makes me high like you do
And I craved for you
I lost sleep with you
Who knew
No-one loves me quite like you do
But no-one lets me down like you do

Solo é uma das melhores faixas do disco, divulgada ainda em fevereiro. Na canção Lucy divide os vocais com o piano.

But I can’t help it
When I am so low
Pretending like I have a purpose
Well, now that’s long gone
Something’s missing
When I am solo, so low, solo, so low

The Confines of This World  chega com  um dos clipes mais sensíveis e com letra que explora de quais maneiras lidamos com a mágoa ao próximo e o com o mundo

I really don’t mean to bring you down
But I need someone to talk to
I hate that I might’ve brought you down
And I need someone to see through
Well, that person’s you

O disco ainda traz canções instrumentais que podem ser considerados uma espécie de interlúdio entre nas faixas No Words Left – Pt.1  e  Just a Moment 

Treat Me Like a Woman é uma canção de empoderamento feminino e a artista retrata na letra como ela enxerga a forma que  mulher é tratada em sociedade

And you treat me like a fool
Or do you treat me like a woman
Make me feel so small
Well, is that what I’m good for?

Muitas doses de empatia Lucy entoa nos versos de  “Nobody Comes Round Here” 

The sky is still blue
But it’s not the same
The pain that you feel
It’s never gone away
And time is no one’s friend
And the day never ends
So lay down with me
Take my hand, I’ll try and understand

Com agudos  e falsetes, Rose deixa tudo mais poético na tristonha  “What Does It Take

Pt.2 e Song After Song ainda compõem as 11 faixas do álbum.

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No Words Left no Brasil é distribuído pela Universal Music.

 A turnê  do disco passa pelo Brasil em outubro;

Porto Alegre (02) no Teatro Unisinos, Curitiba (03) no Teatro Bom Jesus, São Paulo (05) no Fabrique e Rio de Janeiro (06) no Teatro Odisséia.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e texto

por gabriel

Show- Tom Speight apresenta canções em São Paulo

Após a entrevista com Tom Speight na quinta feira,no sábado, 23 de março aconteceu o show do artista no House of Bubbles em Pinheiros. Em formato voz e violão, com a presença da backing vocal Lydia Clowes que proporcionou com delicadeza o setlist de 12 músicas apresentadas em uma espécie de pocket show intimista. De voz aguda que casa muito com a voz forte de Tom, do qual ela ainda o acompanhou com um pandeiro, enfatizando ainda mais a pegada folk do repertório do artista.

O cantor começou a apresentação com Waiting, música lançada em EP homônimo de 2017. Seguidas por “My my My” também de EP homônimo de 2017. The River( My my my, 2017). Já Falling é do EP homônimo de 2016. Para essa música foi a primeira do show em que iniciou a grande interação de Speight com seu público, assim fazendo com que toda plateia repetisse com artista o refrão

Oh, I´m falling, falling hard….”

 Collide é a faixa título do álbum de estreia do artista, que acumula milhões de plays no Spotify. Heartshaker é o single atual do artista, que comemora por ter sido tocada nas rádios brasileiras

Em seguida Tom agradeceu e falou sobre seu maior sucesso “Little Love“, de 2016 e pela surpresa da música ter alcançado o 1º lugar das paradas no Spotify.  Depois foi a vez da emocionante “Willow Tree” que já embalou muitos casamentos. Stranger Now, uma das mais recentes e presente no novo disco do artista. Love, My Side e um Bis de “Little Love” fechando o show.

Não pode passar em branco que Tom desceu da sacada do House of Bubbles para interagir com o publico junto com seu violão, pouco tempo depois Lydia chega para o acompanhar na performance.

Para finalizar ainda rolou fotos e autógrafos com o Tom Speight.

por gabriel

Entrevista- Tom Speight

Foto: Marina Dias

Na última quinta feira, 21 de março,  o cantor e compositor, Tom Speight me recebeu para uma entrevista, da qual no mesmo dia concedeu também em diferentes horários a diversos veículos de imprensa. Com repertório de folk e com 7 EPS lançados nas plataformas digitais de streaming, com o enfoque para “Little Love”, single de 2016 que na época chegou ao 1º lugar da parada top viral do Spotify no Brasil, do qual o cantor afirma ser um dos motivos que o fez vir ao país, após os inúmeros pedidos em seu instagram de “come to Brazil”

Bebendo chá no intervalo de uma entrevista para outra, Tom me recebe com a maior simpatia e já começamos a falar da evolução do trabalho dele, desde “Little Love” até “Collide”, seu primeiro álbum que tem previsão de lançamento em 26 de Abril.

Já sobre parcerias, uma das preferidas de Tom é Norah Jones, da qual tem vontade de gravar alguma canção no futuro..

Sobre o estilo, define como folk e pop acústico, do qual acredita ser o gênero que o mais representa.

Em sua passagem no Brasil, Speight se apresentou no Rio de Janeiro e São Paulo, o segundo show recebe resenha ainda essa semana no blog.

O lado turístico também não ficou de fora, no Rio visitou a Praia de Copacabana e em São Paulo assistiu a um jogo de futebol no estádio do Morumbi.

 

por gabriel

Melhores lançamentos da música nacional e internacional- fevereiro de 2019

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Lista com os melhores lançamentos que eu garimpei da música em fevereiro de 2019 entre vários singles e um álbum.

John Mayer lançou novo single “I Guess I Just Feel Like” Ainda não se sabe se a música vai integrar um futuro álbum.

Norah Jones lança novo single “Just A Little Bit” que faz parte do novo disco da cantora, previsto para sair em Abril “Begin Again”

Tribalistas lança a versão ao vivo da música Carnavália, lançada originalmente em 2002, agora na versão da turnê de 2018 do grupo.

Rico Ayade lança o remix da emotiva “Pro Teu Bem”, 2017.

Tom Speight lançou dois singles durante o mês de fevereiro “My Name” e “Heartshaker” ambas previstas para compor o disco do artista que deve ser lançado em abril, “Collide”

Silva lança single “Nós Dois Aqui” com Illy.  E ele define como samba-reggae

Avril Lavigne lança novo disco, depois de pausa de cinco anos sem lançamento de álbum inédito. Em 2018 divulgou os singles “Head Above Water” e “Tell Me It´s Over”. 

Adriana Calcanhoto retornou ao mercado fonográfico com o aclamado “A Mulher do Pau Brasil” e agora também está divulgando “Ogunté”

Lucy Rose lançou o single “Solo(w)”, que deve compor o álbum “No Words Left” o quarto da carreira da artista.

Essa coluna deve ser publicada mensalmente ou semanalmente, ainda a definir.

 

por gabriel

Resenha: O Fazedor De Velhos

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Nome:O Fazedor De Velhos

Autor:Rodrigo Lacerda

Editora: Cosac Naify

Nota: 

Sinopse oficial: Com uma prosa fluente, lírica e bem-humorada, o escritor Rodrigo Lacerda, autor de Vista do Rio (Cosac Naify, 2003), mostra as experiências e descobertas de um adolescente que, sem se dar conta, torna-se adulto. Pedro é um jovem como outro qualquer, que gosta de jogar futebol de botão, ir ao Maracanã, pegar jacaré na praia, tomar sorvete. Mas algo o difere dos demais: a paixão pela literatura. Ele adora ler, emociona-se e se envolve de forma profunda com os livros. Numa fase em que se deseja ser muitas coisas ao mesmo tempo, ele conhece Nabuco, um enigmático professor que o auxilia na difícil tarefa de se colocar no mundo. A descoberta do amor também faz parte de seu amadurecimento: Pedro encanta-se por uma garota prática e racional, completamente diferente dele. As poéticas ilustrações de Adrianne Gallinari, em traço fino de nanquim sobre tecido de algodão rústico, complementam as evoluções na narrativa. Dialogando com leitores de todas as idades, o livro prova que a única coisa que resiste ao passar do tempo é o potencial humano para se emocionar.

Minha opinião: A trama tem uma narrativa poética e introspectiva, da qual nos transporta para o mundo do Pedro, que apesar de diversos privilégios, tem indagações, como a maioria dos jovens de sua idade. Apaixonado por livros,  durante a obra ele vai citar grandes nomes da literatura.  O jovem ainda vai ter a missão de decidir se o curso da vida dele é História e para isso vai contar com uma ajuda especial. Um  professor aposentado  vai auxiliar o Pedro na decisão se ele deve ou não  permanecer no curso e essa ligação, vai fazer com que eles tenham uma relação mais próxima, como de avô e neto. O livro traz diversos discussões sobre a vida e   de como lidamos com  as coisas que a vida nos proporciona.

A obra abre a cabeça dos jovens para refletir sobre tudo e o caminho que podemos percorrer para nos encontrar. Além de aprendermos a lidar com o tempo. Leitura obrigatória, sem dúvidas.

por gabriel

Exposição – A biblioteca à Noite

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A exposição foi concebida por Robert Lepage e sua companhia ExMachina, baseada na obra do mesmo nome do escritor Albert Manguel. No Brasil em São Paulo está disponível para visitação de forma gratuita  no Sesc Paulista.

A amostra oferece uma cenografia física da Biblioteca do escritor Albert Manguel, localizada na  França  e virtual por meio de 10 famosas bibliotecas ao redor do mundo. Proporcionando uma experiência visual e sonora nos dois formatos.

A primeira sala é o espaço físico da Biblioteca de Manguel, espaço totalmente introspectivo, com janelas rusticas, som ambiente e barulho de chuva. No local também é possível localizar exemplares ilustrativos de grandes obras da literatura universal.

Já na segunda sala, a floresta possui uma série de mesas enfileiradas com óculos 3D 360 ° VR.  Ao usar o equipamento o visitante é  transportado virtualmente para a floresta que dá passagem para 10 bibliotecas; Biblioteca da Abadia de Admont na  Áustria, Templo de Hase Dera, Biblioteca de Nautilus,Biblioteca Nacional de Saravejo, Biblioteca de Alexandria, Biblioteca de Alexandria, Biblioteca de Vasconcelos na cidade do México, Biblioteca da Universidade Copenhague, Biblioteca do Parlamento de Ottawa, Biblioteca de Sainte- Geneviève em Paris e a Biblioteca do Congresso Americano em Washington.

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A realidade virtual traz uma sensação de pertencimento a aqueles lugares, principalmente aos apaixonados pela literatura.

Quem leu a obra de Albert Manguel vai recordar as bibliotecas citadas no livro e quem ainda não leu o livro fica com mais curiosidade ainda de ler.

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A exposição está em cartaz até o dia 10\02\2019 no Sesc Paulista

por gabriel

{ Série} You- Você

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A série Você ( You, 2018) foi uma das melhores séries que assisti durante esse ano, sem exageros, desde a liberação do trailer, já imaginava que seria uma grande produção,mas consegue surpreender ainda mais durante os dez  episódios. Na trama temos como protagonista Beck, interpretada por Elisabeth Lail, vive uma jovem universitária e escritora que desenvolve na universidade trabalhos voltados a escrita de poemas.  Ela conhece, Joe ( Penn Badgley) que trabalha em uma livraria e ele logo se interessa pela jovem e começa a criar um plano para conquistá-la.

Stalker, suspense, romance ,tudo isso engloba o enredo de You, narrada pelo Joe, personagem que tem tudo para ser o errado, mas por diversas circunstâncias acaba  proporcionando um sentimento de empatia por parte do telespectador.

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Ciumes, traição, relacionamento abusivo também são temáticas abordadas no enredo da série.

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Para saber mais, a série atualmente está disponível na Netflix

A primeira temporada da série foi produzida pelo canal Lifetime  e lançada em setembro nos EUA. Já a segunda temporada será produzida pela Netflix.

por gabriel

Resenha: Boa Noite

Boa Noite

Nome: Boa Noite

Autora: Pam Gonçalves

Editora: Galera Record

Nota: 

Sinopse: Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação – em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Minha Opinião: Um livro para o público jovem, de autora nacional e com temática sobre drogas, sexo e preconceito. Só isso + um enredo bem elaborado pela Pam, já justifica as 5 estrelas que o livro recebeu nessa postagem.

O livro faz uma enorme critica as festas universitária,que são regadas de bebidas, drogas, assédios, estupros, assaltos e etc.  Além de trazer de uma visão bem realista  dos universitário brasileiro que sai de sua cidade natal e vai estudar em outra.  O machismo e o preconceito que a mulher jovem sofre em curso predominantemente masculino são o carro chefe da história, da qual os capítulos são de tirar o fôlego.

por gabriel