{Show} – Teago Oliveira – Canções do Velho Mundo

Desde que o álbum Canções do Velho Mundo foi lançado, em 2025, ouvi esse trabalho de Teago Oliveira em diversos momentos. Até então, era um artista ao qual eu não dedicava tanta atenção, mas esse disco mudou completamente a minha percepção.

Em um domingo frio em São Paulo, na Casa Rockambole, pude assistir à estreia da turnê do álbum, em um formato com banda completa formada por músicos extremamente entrosados.

Teago iniciou o concerto com atraso e abriu a apresentação com “Ninguém Liga”, acompanhado apenas de seu violão. Sozinho, conduziu a canção com segurança, fazendo de sua voz encorpada o principal instrumento da noite e extraindo do violão uma interpretação emocionante.

Na sequência, os músicos ocuparam o palco e o artista iniciou um bloco praticamente ininterrupto, conduzido por um fio condutor. Vieram “Minha Juventude Acabou”, “Desencontros e Despedidas”, “Sou de Salvador”, “Shashinka” e “Vida de Bicho”. Somente depois desse momento Teago fez uma pausa para cumprimentar o público, passando a incluir no repertório músicas de sua banda, Maglore e “Cosmos”, composição sua eternizada na voz de Erasmo Carlos.

Durante o show apresentou os integrantes da banda e tocou todo o repertório de Canções do Velho Mundo, interpretando “Vou Morrer Tentando”, “Não Se Demore”, “Spaceships”, “Coisa Boa”, “Vida de Casal” e “Eu Nasci pra Você”, consolidando a força que o disco ganha no ao vivo.

A estreia da turnê mostrou um espetáculo que amplia a experiência de ouvir as músicas do álbum. Teago Oliveira entrega um show que transforma as canções em uma experiência envolvente. São músicas nasceram para ser sentidas ao vivo.

por gabriel

Resenha: Registros

Nome: Registros

Autor: Glauber Lopes

Sinopse: O quadrinista Glauber Lopes, na HQ autobiográfica “Registros”, relata suas aventuras pela Argentina e Colômbia. E mostra como é possível se encontrar viajando. Com muita sensibilidade, a obra capta as vivências nos países pelo olhar de um brasileiro. Destaca as semelhanças e diferenças e como as experiências de uma viagem podem nos transformar. Imperdível para quem ama HQs e botar o pé na estrada. O autor é quadrinista desde 2015 e sua carreira profissional foi lançada com este projeto. A partir daí, participou de outros como “A última fábula”, “Ciclanos e ciclanas” e foi co-autor de “Louis de Dampierre”, com Francisco Costa. Formado em Design Gráfico, também atua como professor e ilustrador.

Minha opinião: A obra se destaca pelos traços da ilustração, que evidenciam a alma que o autor imprime na experiência da viagem, elevando a leitura a um alto nível. O texto é simples e, em muitos momentos, senti falta de maior profundidade nos relatos. Ao mesmo tempo, essa simplicidade confere ainda mais autenticidade à HQ, conduzindo o leitor a um lugar comum, que também possui grande valor. Além disso, resgata a simplicidade que pode existir em um diálogo com um amigo.

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por gabriel

{Filme} – Eu & Você na Toscana

Sinopse: Depois de perder o emprego e o apartamento no mesmo dia, Anna (Halle Bailey) toma a decisão mais impulsiva da sua vida: se instalar na vila de um homem que mal conhece, no coração da Toscana. Quando a mãe dele aparece na porta, Anna entra em pânico e inventa que é sua noiva. O plano começa a desmoronar quando Michael (Regé-Jean Page), o primo charmoso, chega para o fim de semana e Anna percebe que sustentar a mentira pode ser bem mais complicado do que ela esperava.

Minha opinião: 

O filme mergulha no território da comédia romântica, mas foge do lugar-comum ao apresentar uma estética e uma sensibilidade que renovam o gênero. Uma proposta que valoriza o silêncio, os gestos e as sutilezas emocionais, construindo uma história autêntica.

Um dos pontos mais fortes está na escolha dos protagonistas, que carregam uma representatividade ainda pouco explorada neste gênero. Em um cenário historicamente dominado por atores brancos, vê-los ocupando o centro da narrativa se faz necessário. E o mais interessante é que o filme não  verbaliza essa questão. Ela está presente nas entrelinhas, nos olhares, na forma como os personagens se relacionam com aquele mundo.

Ao longo da trama, somos conduzidos por momentos de emoção genuína, conexões delicadas e reflexões que ultrapassam o romance em si. O filme entende que amar é se descobrir, se confrontar e, muitas vezes, se reconstruir.

Outro destaque vai para o elenco de apoio, em que cada personagem tem função, presença e impacto. Não tem uma personagem que fique perdida durante todo o roteiro do longa.

“Eu & Você na Toscana” tem tudo para se tornar um dos clássicos da comédia romântica  contemporânea.

por gabriel

Relatos de um gato viajante

Eu, após tanto tempo, consegui fazer o registro de vários dias de leitura de um livro. Era um desejo antigo e agora concretizei. Espero que curtam o resultado. E o livro foi Relatos de um gato viajante.

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por gabriel

Espetáculo Meu Remédio

O espetáculo “Meu Remédio” é um monólogo estrelado por Mouhamed Harfouch, em um texto autobiográfico em que o ator conta as curiosidades envolvendo o seu nome, de que forma os pais tiveram a ideia do nome. Além disso, durante a peça, o Mouhamed também compartilha como a carreira começou, percalços e ainda canta músicas que fazem parte da sua vida. 

A peça apresenta a cultura árabe e as tradições que a pertencem.

Recheado de momentos engraçados, “Meu Remédio” também fala sobre os preconceitos e obstáculos que os imigrantes árabes sofreram no Brasil. 

Em cartaz até 29 de março no Teatro Santos Augusta.

por gabriel

{Filme} Kokuho

Kokuho é um filme japonês, de Sang IL Lee. A produção conta a história de Kikuo, que perde o pai e acaba sendo criado por um ator famoso. 

Kikuo, aos 14 anos, passa a se dedicar ao teatro tradicional.

O longa aborda os desafios de um Japão rígido, dos desafios da vida de artista na região, dos papéis de gênero e outras questões que envolvem as tradições japonesas. 

A estreia está marcada para o próximo dia 5 de março nos cinemas. Kohu está indicado ao Oscar 2026 na categoria melhor cabelo e maquiagem. 

O filme já é considerado a maior bilheteira de cinema japonês de todos os tempos.

por gabriel

Espetáculo Felicidade

Felicidade é uma peça de comédia musical. Conta a história de uma colunista que está passando por uns estresses na vida em relação à mãe e a uma colega antiga que ela reencontrou recentemente. Mas, de uma noite para outra, ela acorda com uma felicidade que não sai dela de jeito nenhum, o que acaba atraindo a insatisfação do próprio marido e da mãe.

É uma peça muito divertida. Cheia de música e com intervenções do Zeca Baleiro na trilha sonora, composta ali por músicas do próprio Zeca e também do Tom Zé. No elenco ainda temos Eduardo Estrela, Nilton Bicudo, Luiza Michelleti e protagonizando Marta Nowill.

Com ajuda do humor, o espetáculo irá criticar os extremos da felicidade e da tristeza.

Em cartaz até o dia 1º de fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso.

por gabriel

Resenha: Primeiro Encontro

Sinopse: Uma jornada que mergulha os espectadores durante um primeiro encontro nas mentes de Piero e Lara, revelando onde seus egos internos colidem e os pensamentos ocultos e os conflitos internos que influenciam nossas escolhas são revelados.

Minha opinião: É aquela comédia romântica que, apesar de fugir de muitos clichês, também traz algumas características presentes em filmes do gênero. Um dos principais destaques do longa são os atores que representam os “divertidamentes” das cabeças dos protagonistas. São eles que vão guiar, de certo modo ajudar, muitas vezes atrapalhar as decisões que as personagens tomam durante o primeiro encontro, o acontecimento que é o centro de todo o filme.

por gabriel