
Conheci o Jeff Buckley lá por 2011, por meio da música “Lilac Wine”. Passei depois a ouvir as outras faixas do seu único álbum, “Grace”.
“It’s never over, Jeff Buckley” é um belíssimo documentário. Para quem, como eu, já conhecia a história do Jeff, não traz muitas informações inéditas. Porém, isso se torna um detalhe sem importância, em meio aos depoimentos das pessoas que fizeram parte da vida do cantor.
O doc exprimiu também algumas informações sobre o Tim Buckley, pai do artista, que assim como o filho, era cantor -compositor. Figura que Jeff por boa parte do tempo durante seu estrelato buscou fugir das comparações, por óbvia consequência da ausência durante uma vida inteira da figura paterna de Tim.
A mãe, amigos e ex-namoradas de Jeff Buckley participam em meio a depoimentos, entrelaçados a imagens de arquivo, entrevistas, shows e falas do próprio Jeff, que faz o público entender como o artista se enxergava no mundo e as maneiras que usava para expressar tudo isso em música. É de se impressionar e se emocionar junto deles que, mesmo depois de quase 30 anos após a morte do astro, os seus entes choram ao falar de Jeff como se sua partida fosse extremamente recente.
As animações que aparecem entre imagens e vídeos e nos ajudam a compreender a mente química do artista foram feitas pelos animadores Josh Shaffner e Sara Gunnarsdóttir.
Muito tímido e introvertido a aparições, entrevistas e exibicionismo, muito provavelmente Jeff se sentiria emotivo e fugiria de falar sobre essa obra.
Ele admirava diversos cantores-compositores como ele, mas com o tempo esses ídolos do Jeff tornaram-se fãs do próprio, o que o assustou demasiadamente.
Jeff Buckley é pura sensibilidade em suas palavras, ações e transbordava essas características em suas letras e na sua voz.
“Sem vida comum, não há arte” – Jeff Buckley