Resenha: Ar Sujo – Fernando Barral

Nome: Ar Sujo

Autor: Fernando Barral

Editora: Chiado

Nota:

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Sinopse oficial : Tempo Havemos de contemplar a vida, conforme nos ensina o antigo pensamento taoísta. É preciso ter a parcimônia de saber aonde e como se colocar diante de seus desafios e itinerários. O domínio desse estado de coisas deve ser mantido casto até certo ponto, uma vez que tal tesouro é motivo de inveja e ganância de todo o tipo de homem. Este livro fala da contemplação da vida – seus humores e falta de juízo. Nós adultos temos juízo, a vida é que, como uma pipa, parece que não. Serão, destarte, tão absurdos os incríveis personagens dessa estória? O que fazer, como agir diante do caos? Às vezes penso que Kafka foi excessivamente oprimido pelo absurdo da vida. Por que outro motivo iria ele querer queimar seu próprio trabalho? Um trabalho seguramente pertinente e tão ousado? É desse assombro que nasce a matéria vital de “Ar Sujo”. É do imponderável, da submissão imponderável do homem ao jugo do poder inclemente que nasce a voz bombástica desse livro. Fernando Barral nunca esteve tão vivo e alerta como nessas linhas e é da sua produção abastada que observamos o nascimento, e agora, o amadurecimento de um autor tão correto, tão viril e tão máximo para o seu próprio contemplar, ó leitor. Como diria seu amigo Vincent, este é o tempo de Fernando. Este é o tempo de seus novos leitores.

Minha opinião: O livro dialogá com o tempo em um contexto que mostra a vida de personagens em momentos do cotidiano, em dias simples da vida, mas tudo visto com muita profundidade, filosofia e questionamentos de um modo geral do que somos, fazemos, vivemos e coisas.

religião; (…)”- Veja bem, não é que eu seja contra a Religião. Não. Acho até elegante, misterioso.” (…)

O autor é descendente de Pedro Álvarez Cabral, conversou comigo e contou que a primeira parte do livro trata de uma vertente de acúmulos e ideias. Com 4 livros publicados com esse ( Rei da Montanha, Jogo Paralelo, Psicologia para líderes de visão).

A atmosfera crítica passa de forma cintilante na narrativa do autor;

(..) É o tamanho da estima, o tamanho do Brasil. São os marqueteiros em perna de pau. É a polícia- a policiar o quê? O quê mesmo? A paz e o aconchego? A mortalha e o band-aid*? O trampolim e o balançar de Deus? (..)

Na segunda parte da divisão que o livro é feita temos “Lúcido” traz atmosfera ambígua em ligação com inicio do  livro, conforme informações do próprio autor. Nas 71 páginas a obra demonstra ser densa, como se tivesse 700.  É olhar pra dentro e para fora. Para o eu e para o nós. Isso é Ar Sujo.

 

(…) “- A vida para mim consiste em adquirir conhecimento, o que passa muito por um questionar-se e questionar-se.” (…)

contato com Fernando Barral: fcfarah@bol.com.br

 

 

por gabriel