
Nome: O meio século chegou. E daí? Ainda é cedo para uma crise de meia idade
Autoras: Fernanda Tavares e Daniele Oliveira
Editora: Viseu
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Ao se deparar com a proximidade de seu meio século, ou seja, seus 50 anos de idade, Priscila Weinberg começa a ressignificar sua história de vida a qual considera um novelo bem embolado. Para ela, isso não é de fato tão ruim, pois retrata fatos e experiências que recheiam a vida. Nesse contexto, seguem-se debates e histórias, dilemas e uma busca por tornar seu novelo mais liso, algo que a personagem entende que acontecerá no reencontro com a criança que fora algum dia: livre, com sorrisos fáceis. São textos interessantes, ora filosóficos, ora bastante divertidos, temperados pelos comentários de sua amiga psiquiatra e cartomante, que dá conselhos ao final de cada capítulo. Por fim, é um recado para todas as mulheres que estão passando pela mesma situação ou para os que se interessam pelos questionamentos que o etarismo traz. É um livro leve, mostrando que ainda é cedo para crises existenciais ou de meia-idade ao se completar o fatídico “meio século”.
Minha opinião:
As autoras Daniele Oliveira e Fernanda Tavares abordam as questões sobre os 50 anos por meio de reflexões com um olhar para o passado e o futuro, sendo uma porcentagem maior dedicada ao passado.
São diversas as temáticas acerca dos 50 anos em que as autoras exploram, desde a infância, juventude, família, filhos, amigos, namoros, saúde, etc.
É incrível e nostálgico acompanhar a jornada da personagem Priscila Weinberg e da amiga Dora.
O texto tem um aspecto de diário, lembranças e divagações sobre tudo que se passa na cabeça das personagens.
Questões relacionadas as relações entre mãe e filha (a ausência dela), traumas e conflitos amorosos.
As autoras não falam sobre tudo e deixam os assuntos com a quantidade e a profundidade em que acreditam ser a melhor. E essa atitude torna o texto mais real, afinal na vida é assim: muitas vezes quando conhecemos uma pessoa só sabemos fragmentos dela e os tópicos que ela resolve compartilhar. Este livro é assim…
O ponto que enfraquece a obra é que elas abusam de momentos para falar sobre pautas amorosas e deixam o leitor com gostinho de quero mais em relação a outros tópicos que cercam os 50 anos, como as perdas da vida, luto, saúde, etc. ganham pouco foco ou quase nulo. Em determinado momento as autoras ficam páginas divagando sobre erros gramaticais das pessoas…
Apesar destes pontos, o livro é uma boa ferramenta por meio das escritas das médicas sobre tudo que vem na cabeça delas nesta fase da idade…
Em um certo ponto do livro elas mesmas falam que “nós” somos seres individuais e elas fazem uma crítica extremamente pertinente sobre as caixinhas que as pessoas colocam em relação aos conflitos e características das gerações. Aos 50 acreditava que as questões amorosas ganhariam outro tom, mas para as personagens as questões ainda são bem parecidas as levantadas aos 20 e 30 anos…