
Nome: Lia
Autor: Caetano W. Galindo
Editora: Companhia das Letras
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️
Sinopse: Romances podem ser como filmes. Este é um álbum de retratos. Como fotos, os capítulos devem ser vistos por si sós. Como álbum, o livro pode ser lido em qualquer ordem: o que lhe dá sentido (nos dois sentidos) é a vida que registra. É assim que vamos conhecer Lia. Alguém que acompanhamos por toda uma vida feita à nossa frente em fragmentos, lascas e relances. Não é assim, afinal, que conhecemos todas as pessoas da nossa vida?
Minha opinião: No meu primeiro contato com a escrita de Caetano Galindo, já me mostra ser um escritor de mão cheia. No decorrer dos capítulos, ele vai nos apresentando a “Lia” de uma forma tão tímida que faz com que a gente fique curioso com o que mais ele pode nos contar sobre ela. Tudo isso sem ordem, lógica ou com qualquer preocupação com finalizações, mas nada disso diminui a grandiosidade da história. Lia aos poucos vai criando forma, cor e sentimento para o leitor. A obra traz as pessoas da vida da personagem, o impacto que elas trazem durante a jornada, os dilemas, escolhas, traumas, vivências e observações.
[…] Lia nunca foi de ler poesia. Nem de ter curiosidade […]. Lia sentou no chão, diante do balcão da secretaria, recitou em voz baixa, pela primeira vez e para sempre, o fragmento do poema. […]

[…] Tudo chega ao fim. Tudo tem sua última vez. E quase nunca você soube disso. […]
