Resenha: Ave Mãe e Segredos Nossos

Ave Mãe e Segredos Nossos | Amazon.com.br

Nome: Ave mãe e Segredos nossos

Autora: Neusa Azevedo

Sinopse: Ave Mãe é um livro que retrata a luta em busca de se aceitar a morte da mãe. Para isso a autora escreve e em cada palavra escrita a perda vai sendo elaborada. É claro que há muita saudade, mas há também a aceitação de que todos um dia irão morrer. É assim que se fala em flores, em confidências, em costumes e em amor muito amor. Segredos Nossos é um livro que trata em alguns poemas sobre segredos. Retrata também sobre os esconderijos. O que é guardar segredo? É um modo de esconder aquilo que teme. Quem não tem seus segredos? Quem não alimenta motivos que nem mesmo o melhor amigo sabe? É assim que se vai lendo este livro. E o que é paixão? O que é amor? Uma forma de guardar em seu íntimo ao que talvez esteja escondendo até de si mesmo.

Minha opinião: a publicação dupla foi uma grata surpresa que a autora traz ao público, com muita criatividade, ao propor fazer um livro duplo, cheio de sentimentalismo, dor, luto, amores e outros temas que cercam a autora. São textos encorpados de visceralidade.
É quase impossível não se colocar no lugar da autora, seja pelas questões que envolvem a relação com a família e a mãe ou pelos amores.
por gabriel

(Resenha)Show do Sixpence None The Richer em São Paulo

No último sábado, 14 de junho, fui conferir o show da banda Sixpence None the Richer em São Paulo, no Carioca Club. Acompanhando a tour estão os músicos da formação original do Sixpence, liderada pela vocalista Leigh Nash.

No show apresentado no Carioca Club, os músicos tocaram de maneira extremamente azeitada. Na guitarra, Matt Slocum, no baixo, Justin Carry e o destaque para o multi-instrumentista Dale Baker, que executa diversos instrumentos durante a apresentação ao vivo e ainda faz backing vocal em partes de canções.

Na setlist da turnê de 25 anos, os artistas tocaram versões icônicas de sucesso de outros artistas, como “Don’t dream it’s over”, do Crowded House, “River” de Joni Mitchell e “There She Goes” do The La’s, faixas em que a Sixpence se apropria do repertório imprimindo sua própria personalidade.

Muito mais que Kiss me

Quando se fala no grupo, logo associa-o ao maior hit deles, “Kiss Me”, de 1997, presente no álbum homônimo do conjunto. Mas a discografia dos músicos merece mais consideração do grande público. Foi nítido que parte dos espectadores do show esperava pela música que embalou as séries e filmes dos anos 90 e 2000.

Apesar disso, o grupo de fãs que se exprimiu na frente do palco cantou todas as canções da banda a plenos pulmões, além de interagir em boa parte do tempo com a vocalista da Sixpence que, em tom de reciprocidade, também trocou palavras, olhares e acenos com muito afeto.

Destaques do setlist ficam para “Don’t let me die in Dallas”, faixa da carreira solo de Leigh, composta após a morte do pai. No ao vivo da música, Leigh esbanjou lágrimas de emoção. 

“The Tide”, também composição da safra solo da artista, foi apresentada com muito sentimento.

“Melody of You” também merece ser mencionada com uma das belas faixas da discografia da Sixpence, apresentada na setlist dessa turnê.

Com muito carisma, Leigh agradeceu aos fãs, conversou, chorou e fez o público se emocionar.

por gabriel

Duas séries que tocam Sixpence None The Richer

As músicas da banda Sixpence None The Richer ganharam ainda mais popularidade por fazerem parte da trilha sonora de séries que marcaram a adolescência de muitas pessoas ao redor do mundo. As séries continuam sendo assistidas ao longo de décadas, o que torna ainda as músicas ainda mais atemporais. Separamos três séries em que as canções compõem as cenas dos dramas.

Dawson’s Creek (1998-2003) foi uma das primeiras séries a popularizar a música “Kiss me”. Impossível não ouvir e não lembrar de momentos com os protagonistas da série. A faixa inclusive faz parte do Soundtrack de Dawson’s Creek.

 

Felicity (1998-2002) é uma série que conta a vida de uma personagem no fim da adolescência e o começo da vida adulta, embalada por um triângulo amoroso e questões envolvendo o amadurecimento. “Melody of You” é uma canção da banda que podemos ouvir na série.

por gabriel

Resenha: Adeus, Garoto

Adeus, Garoto um filme conta a história de Atilio que mora em Napoles, e tem uma boa relação ali com seus amigos, porém vive dramas familiares. O pai de Atilio tem diversos vícios e se envolve em dividas com várias pessoas. Atilio recebe a missão de ser o cafetão de uma prostituta do Leste Europeu. A partir disso uma série de sentimentos e questões passam pela mente da personagem. O filme tem uma atmosfera poética e trabalha com questões envolvendo as dualidades que a vida nos coloca. De certo e errado, de razão e emoção, tudo embalado de diálogos impactantes e uma direção de fotografia de emocionar os olhares.

Pandora Filmes

por gabriel

Sixpence None The Ritcher no Brasil

A banda Sixpence none the Richer desembarca no Brasil para sua primeira turnê em solo brasileiro. A banda, que surgiu nos anos 90 e são intérpretes de sucessos como “Kiss me” passará por diversos estados brasileiros.

Sixpence None the Richer vem ao Brasil pela primeira vez - Templo Metal •  Rock e Heavy Metal Cristão

Além de sucessos autorais, o grupo também é conhecido por versões icônicas de músicas como “Don´t dream it´s over” e “There she goes”.

 

por gabriel

Resenha: O combate cotidiano- Manu Larcenet

Nome: O combate cotidiano

Autor: Manu Larcenet

Tradutor: Fernando Paz

Editora: Pipoca & Nanquim

Sinopse:

Esta é a história de Marco, um jovem fotógrafo de guerra que, cansado de registrar horrores, decide dar um tempo no trabalho e troca a cidade grande pelo campo, com o intuito de fazer as pazes consigo mesmo e com o mundo. Após dispensar seu terapeuta, com quem se consultou durante anos para tratar de ansiedade e ataques de pânico, sua principal companhia nessa nova fase é um gato temperamental chamado Adolf.

Entre visitas esporádicas ao irmão caçula, aos pais idosos, à veterinária e aos amigos de um velho estaleiro, Marco vive uma história comovente e profundamente humana, que propõe uma reflexão tocante sobre amadurecimento, autoaceitação e as pequenas coisas da vida, com muitas doses de humor, introspecção e sensibilidade.

Publicada originalmente na França pela editora Dargaud em quatro volumes, entre 2003 e 2008, a editora Pipoca & Nanquim agora traz esta obra-prima dos quadrinhos contemporâneos em uma bela edição integral.

Minha opinião:

Hoje, eu vim compartilhar a minha experiência de leitura com a HQ Combate Cotidiano do Manu Larcenet, com tradução de Fernando Paz e as cores também de Manu com Patrice Larcenet. 

A história é sobre o fotógrafo de guerra, o Marco, que vive um período de estafa de seu ofício.

Marco luta para conseguir espaço para sua fotografia de cotidiano, visto que ele não tem mais interesse em fotografar os cenários caóticos de guerras. 

A obra ainda vai retratar a relação de Marco com a terapia, os pais, o irmão e também com uma moça que vira a se relacionar. 

Moça em questão, que é uma veterinária que cuida do gato de Marco, apesar do envolvimento de ambos, a moça tem um estilo de vida e um pensamento sobre família oposto ao de Marco.

A HQ também traz reflexões sobre perdão, questões sociais e políticas, em especial, relacionadas à França, país pelo qual a história se passa. 

Os trabalhadores de chão de fábrica, o impacto da tecnologia e da globalização também são pontos importantes abordados. Os temas atravessam as origens do fotógrafo. 

Ascensão social, que se passa pela educacional e financeira, são desafios do qual a personagem se vê.

Luto, envelhecimento, perda dos pais, relacionamentos amorosos, drogas são assuntos abordados de forma impactante pelo autor, com diálogos bem escrachados.

A história traça o amadurecimento da personagem, mas sem trazer nenhum didatismo ou moralismo ao leitor.

por gabriel

LACERDINE GALERIA DE ARTE – Novo espaço cultural em São Paulo

Na última quinta-feira (20), fui prestigiar a inauguração da Lacerdini Galeria de Arte, novo espaço cultural localizado na Avenida Angélica, 2578, no bairro de Higienópolis. O artista plástico Geraldo Lacerdini é o responsável pelo espaço e em sua abertura assina diversas peças da exposição “O Mundo Singular das Crianças”, também estão disponíveis no espaço diversas esculturas da artista Zaira Belizzia.

Confira alguns registros do ambiente:

Conversa com Geraldo Larcedini:

O espaço também conta com café, música ao vivo e clube de livros.

No piso superior está disponível uma exposição com uma coleção de obras sacras feitas por Lacerdini

por gabriel

Resenha: Alguém me ouça por favor

Título: Alguém me ouça por favor

Autora: Miriam Santos

Editora: Astrolábio Edições

Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️

Sinopse:

O livro Alguém me ouça, por favor foi gerado a partir do sentimento de impotência diante de situações de indisciplina, de dificuldades de aprendizagem, de rebeldia, ou simplesmente da falta de vontade e de interesse em aprender, comportamentos esses de alunos do meu convívio, dia após dia, nos anos da minha experiência na Educação.
Tudo isso me enchia de dúvidas, de angústia e, por que não dizer, de medo. Queria fazer algo, entender, ajudar, mas nem sempre dei o meu melhor, por vezes para não me indispor com outros, não contrariar pensamentos diferentes. Sendo assim, o pouco que fiz não foi o suficiente, e trago nas linhas deste livro o meu pedido de desculpas e um apelo para que haja uma maior atenção a todos esses pequenos à nossa volta.
Eles só querem ser encontrados e ajudados em tempo oportuno, e sua única forma de pedido de ajuda é com atitudes que para muitos de nós são gestos de rebeldia. Que tenhamos um olhar diferente e possamos mudar histórias!

Onde comprar: Livraria Ipê das letras (versão física)

Amazon (e-book)

Minha opinião: A obra traz diversas reflexões sobre o ambiente escolar, os comportamentos e as pessoas envolvidas. Desde os professores, alunos e passando pelos pais até todos os profissionais que contemplam as instituições. Um livro importante para tempos tão difíceis envolvendo as relações humanas. Apesar da autora relatar a própria experiência em meio aos conflitos da escola, em nenhum momento dita regras ou julga sobre o comportamento de qualquer pessoa que frequente o ambiente da escola. Um livro empático que busca reflexões e soluções para a educação.

Entrevista

Entrevista com Miriam Santos – Autora de “Alguém me ouça por favor”

por gabriel

{Filme} Todo Tempo Que Temos

Sinopse: as vidas de Almut (Florence Pugh), uma talentosa chef de cozinha, e Tobias (Andrew Garfield), um homem recem-divorciado, mudam para sempre quando eles se conhecem. Apos um encontro inusitado, eles se apaixonam e constroem o lar e a familia que sempre sonharam, ate que uma verdade dolorosa poe a prova essa historia de amor. Decididos a enfrentar as dificuldades, Almut e Tobias embarcam numa jornada emocionante, onde vao aprender que cada minuto conta quando estamos ao lado de quem amamos.

Minha opinião: o filme tem todos os elementos para se tornar um novo clássico do cinema contemporâneo, assim como a trilogia “Antes do Amanhecer” e “Um Dia”. Andrew Garfield é o destaque do longa, em que o ator coloca toda a alma dele e se entrega ao personagem. Outro destaque fica para a química entre as personagens Almut e Tobias, vividos respectivamente por Florence Pugh e Andrew Garfield. É nítido o quanto foi visceral a interação entre eles, os toques e olhares. “Todo o tempo que temos” traz uma reflexão sobre o tempo, fazendo com que a gente tente ser mais terno com a passagem dele e saber aproveitar todo o tempo que temos, porque apesar de a passagem dele ser cruel muitas vezes, também é possível estarmos plenos em centenas de microssegundos. O longa, escrito por Nick Payne e dirigido por John Crowley, tem uma linha do tempo não linear, dessa forma a história é contada fora da sequência exata dos acontecimentos, o que torna um ponto positivo por trazer um ar de mistério e até de confusão no início do longa.

Apesar de o filme trazer elementos dramáticos, como doenças terminais, usados à exaustão em outros longas, nesta produção é possível notar abordagens diferentes nas personalidades das personagens, que, a meu ver, fazem o “ineditismo” da história.

Trailer:

por gabriel

Resenha: Farol das Palavras- Debaixo do Sol

Nome: Farol das Palavras

Autora: Amanda Lopes

Editora: Chiado

Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️

Sinopse:

Aquelas conversas de você para você que são adiadas, os diálogos que seu coração insiste em fazer e os pensamentos que lhe procuram, encontram-se aqui entre 427 reflexões, textos, poesias e aforismos.
Existe sempre um momento para se guardar, para esquecer ou elucidar.
Buscamos por um abraço, um caminho, um porto e em cada página, o Farol das Palavras – Debaixo do sol apresenta um caminho de possibilidades e todas elas, é você quem escolhe.

Minha opinião: A autora traz um livro cheio de reflexões densas sobre a vida. É um passeio sobre os acontecimentos, receios, dificuldades, prazeres e tudo mais que o mundo nos oferta. Seja em enxergar beleza nas vivências ou enfrentar os problemas com resiliência. Apesar de por vezes os textos soarem mandatórios e afirmativos, também nos acolhe e tenta criar um laço identificativo ao leitor.

“…Se você doou amor e não foi retribuído, você doou o seu melhor…”

“Não queira sempre pôr fim em todos os problemas para que somente assim possa ter maior ganho de qualidade de vida, qualidade emocional ou serenidade plena no decorrer do dias…”

por gabriel