A banda Sixpence none the Richer desembarca no Brasil para sua primeira turnê em solo brasileiro. A banda, que surgiu nos anos 90 e são intérpretes de sucessos como “Kiss me” passará por diversos estados brasileiros.
Além de sucessos autorais, o grupo também é conhecido por versões icônicas de músicas como “Don´t dream it´s over” e “There she goes”.
Esta é a história de Marco, um jovem fotógrafo de guerra que, cansado de registrar horrores, decide dar um tempo no trabalho e troca a cidade grande pelo campo, com o intuito de fazer as pazes consigo mesmo e com o mundo. Após dispensar seu terapeuta, com quem se consultou durante anos para tratar de ansiedade e ataques de pânico, sua principal companhia nessa nova fase é um gato temperamental chamado Adolf.
Entre visitas esporádicas ao irmão caçula, aos pais idosos, à veterinária e aos amigos de um velho estaleiro, Marco vive uma história comovente e profundamente humana, que propõe uma reflexão tocante sobre amadurecimento, autoaceitação e as pequenas coisas da vida, com muitas doses de humor, introspecção e sensibilidade.
Publicada originalmente na França pela editora Dargaud em quatro volumes, entre 2003 e 2008, a editora Pipoca & Nanquim agora traz esta obra-prima dos quadrinhos contemporâneos em uma bela edição integral.
Minha opinião:
Hoje, eu vim compartilhar a minha experiência de leitura com a HQ Combate Cotidiano do Manu Larcenet, com tradução de Fernando Paz e as cores também de Manu com Patrice Larcenet.
A história é sobre o fotógrafo de guerra, o Marco, que vive um período de estafa de seu ofício.
Marco luta para conseguir espaço para sua fotografia de cotidiano, visto que ele não tem mais interesse em fotografar os cenários caóticos de guerras.
A obra ainda vai retratar a relação de Marco com a terapia, os pais, o irmão e também com uma moça que vira a se relacionar.
Moça em questão, que é uma veterinária que cuida do gato de Marco, apesar do envolvimento de ambos, a moça tem um estilo de vida e um pensamento sobre família oposto ao de Marco.
A HQ também traz reflexões sobre perdão, questões sociais e políticas, em especial, relacionadas à França, país pelo qual a história se passa.
Os trabalhadores de chão de fábrica, o impacto da tecnologia e da globalização também são pontos importantes abordados. Os temas atravessam as origens do fotógrafo.
Ascensão social, que se passa pela educacional e financeira, são desafios do qual a personagem se vê.
Luto, envelhecimento, perda dos pais, relacionamentos amorosos, drogas são assuntos abordados de forma impactante pelo autor, com diálogos bem escrachados.
A história traça o amadurecimento da personagem, mas sem trazer nenhum didatismo ou moralismo ao leitor.
Na última quinta-feira (20), fui prestigiar a inauguração da Lacerdini Galeria de Arte, novo espaço cultural localizado na Avenida Angélica, 2578, no bairro de Higienópolis. O artista plástico Geraldo Lacerdini é o responsável pelo espaço e em sua abertura assina diversas peças da exposição “O Mundo Singular das Crianças”, também estão disponíveis no espaço diversas esculturas da artista Zaira Belizzia.
Confira alguns registros do ambiente:
Conversa com Geraldo Larcedini:
O espaço também conta com café, música ao vivo e clube de livros.
No piso superior está disponível uma exposição com uma coleção de obras sacras feitas por Lacerdini
O livro Alguém me ouça, por favor foi gerado a partir do sentimento de impotência diante de situações de indisciplina, de dificuldades de aprendizagem, de rebeldia, ou simplesmente da falta de vontade e de interesse em aprender, comportamentos esses de alunos do meu convívio, dia após dia, nos anos da minha experiência na Educação. Tudo isso me enchia de dúvidas, de angústia e, por que não dizer, de medo. Queria fazer algo, entender, ajudar, mas nem sempre dei o meu melhor, por vezes para não me indispor com outros, não contrariar pensamentos diferentes. Sendo assim, o pouco que fiz não foi o suficiente, e trago nas linhas deste livro o meu pedido de desculpas e um apelo para que haja uma maior atenção a todos esses pequenos à nossa volta. Eles só querem ser encontrados e ajudados em tempo oportuno, e sua única forma de pedido de ajuda é com atitudes que para muitos de nós são gestos de rebeldia. Que tenhamos um olhar diferente e possamos mudar histórias!
Minha opinião: A obra traz diversas reflexões sobre o ambiente escolar, os comportamentos e as pessoas envolvidas. Desde os professores, alunos e passando pelos pais até todos os profissionais que contemplam as instituições. Um livro importante para tempos tão difíceis envolvendo as relações humanas. Apesar da autora relatar a própria experiência em meio aos conflitos da escola, em nenhum momento dita regras ou julga sobre o comportamento de qualquer pessoa que frequente o ambiente da escola. Um livro empático que busca reflexões e soluções para a educação.
Entrevista
Entrevista com Miriam Santos – Autora de “Alguém me ouça por favor”
Sinopse: as vidas de Almut (Florence Pugh), uma talentosa chef de cozinha, e Tobias (Andrew Garfield), um homem recem-divorciado, mudam para sempre quando eles se conhecem. Apos um encontro inusitado, eles se apaixonam e constroem o lar e a familia que sempre sonharam, ate que uma verdade dolorosa poe a prova essa historia de amor. Decididos a enfrentar as dificuldades, Almut e Tobias embarcam numa jornada emocionante, onde vao aprender que cada minuto conta quando estamos ao lado de quem amamos.
Minha opinião: o filme tem todos os elementos para se tornar um novo clássico do cinema contemporâneo, assim como a trilogia “Antes do Amanhecer” e “Um Dia”. Andrew Garfield é o destaque do longa, em que o ator coloca toda a alma dele e se entrega ao personagem. Outro destaque fica para a química entre as personagens Almut e Tobias, vividos respectivamente por Florence Pugh e Andrew Garfield. É nítido o quanto foi visceral a interação entre eles, os toques e olhares. “Todo o tempo que temos” traz uma reflexão sobre o tempo, fazendo com que a gente tente ser mais terno com a passagem dele e saber aproveitar todo o tempo que temos, porque apesar de a passagem dele ser cruel muitas vezes, também é possível estarmos plenos em centenas de microssegundos. O longa, escrito por Nick Payne e dirigido por John Crowley, tem uma linha do tempo não linear, dessa forma a história é contada fora da sequência exata dos acontecimentos, o que torna um ponto positivo por trazer um ar de mistério e até de confusão no início do longa.
Apesar de o filme trazer elementos dramáticos, como doenças terminais, usados à exaustão em outros longas, nesta produção é possível notar abordagens diferentes nas personalidades das personagens, que, a meu ver, fazem o “ineditismo” da história.
Aquelas conversas de você para você que são adiadas, os diálogos que seu coração insiste em fazer e os pensamentos que lhe procuram, encontram-se aqui entre 427 reflexões, textos, poesias e aforismos. Existe sempre um momento para se guardar, para esquecer ou elucidar. Buscamos por um abraço, um caminho, um porto e em cada página, o Farol das Palavras – Debaixo do sol apresenta um caminho de possibilidades e todas elas, é você quem escolhe.
Minha opinião: A autora traz um livro cheio de reflexões densas sobre a vida. É um passeio sobre os acontecimentos, receios, dificuldades, prazeres e tudo mais que o mundo nos oferta. Seja em enxergar beleza nas vivências ou enfrentar os problemas com resiliência. Apesar de por vezes os textos soarem mandatórios e afirmativos, também nos acolhe e tenta criar um laço identificativo ao leitor.
“…Se você doou amor e não foi retribuído, você doou o seu melhor…”
“Não queira sempre pôr fim em todos os problemas para que somente assim possa ter maior ganho de qualidade de vida, qualidade emocional ou serenidade plena no decorrer do dias…”
Sinopse: sucesso de vendas no Japão. Uma história sobre a magia dos livros e seu poder de conectar pessoas. O que você procura? Essa é a pergunta que a enigmática Sayuri Komachi faz a quem visita a biblioteca do Centro Comunitário de Tóquio em busca de ajuda. A lista de livros que ela recomenda sempre contém um título inusitado que se torna o agente de uma mudança. Em cinco histórias independentes que se entrelaçam de maneira sutil, você conhecerá pessoas que estão em momentos diferentes da vida, lidando com situações como a frustração no trabalho, a falta de oportunidades, o medo do fracasso e a vontade de começar de novo. A Sra. Komachi tem o dom de saber exatamente de qual livro cada visitante precisa para mudar de perspectiva e voltar a alimentar seus sonhos. Às vezes, as mudanças mais transformadoras não são as mais grandiosas: são aquelas que nos fazem ver a vida e suas infinitas possibilidades de uma maneira inteiramente nova. E você? O que está procurando?
Minha opinião: este foi o meu primeiro contato com a literatura de cura. A obra da Michiko Aoyama traz elementos do que é possível entender bem conhecidos do gênero. São contos que se interligam com personagens que passam por conflitos internos, crises na carreira profissional e desilusões com a vida. Histórias comoventes e que realmente trazem a sensação de abraço e acolhimento de que tanto precisamos nesses momentos.
“Não tenho nenhum projeto pessoal incrível ou divertido, não tenho planos, não tenho sonhos nem perspectiva. O que tenho é uma vida inútil”
Esse ano, voltei a assistir The O.C., a série lançada há mais de 20 anos e que conheci na época em que foi transmitida pelo SBT. Cheguei a assistir a alguns episódios aleatórios na época, mas depois nunca me cativou ao ponto de procurar assistir depois. Acredito que todo esse ar “fútil” de jovens mimados que os primeiros episódios apresentam me fez fugir de tentar assistir à série. Só que nada que bons anos depois, agora em streaming, com o retorno da atração no meio digital e após assistir nos últimos anos séries que são mais ou menos da mesma época, “Dawnson Creek” e “Felicity” decidi me aventurar na turma composta por Ryan, Seth, Marissa e Summer.
A série conta a história de um garoto chamado Ryan, que aos 16 anos acaba entrando na vida do crime por influência do irmão, mas é resgatado pelo defensor público Sandy. A partir disso, sua vida muda completamente.
Os temas que atravessam The O.C. são dependência química, doação, abandono, desigualdade, luto, entre outros. Ao longo das temporadas, as personagens vão ganhando mais profundidade, amadurecimento e força. Ryan é um personagem introspectivo, de certo modo carente, já Marissa é uma patricinha que guarda vários traumas. Summer é uma personagem muito inteligente, mas que se esconde em meio a futilidades, já Seth é um fã de quadrinhos e basicamente obcecado por Summer.
O “Pautando & Comentando” do dia 27/08/2024 foi sobre a série. Confira!
Sinopse: Em 99 crônicas recheadas de informações e histórias de bastidores, Ruy Castro revela o lado humano, crítico e mordaz do fascinante e plural Tom Jobim.
Tom mudou a história da música brasileira com a bossa nova e suas canções, que influenciaram pelo menos duas gerações de compositores.
Minha opinião:
Um livro imperdível para quem é fã da Bossa Nova, do Rio de Janeiro, da literatura, do meio ambiente, da música. E do Tom Jobim. Ruy Castro traz em sua escrita elementos fluídos que deixam a nós leitores uma impressão de estarmos conversando com ele sobre todos esses assuntos que a Tom sempre interessou.
A obra não tem compromisso com a cronologia, o que deixa tudo ainda mais interessante e sem regras. É um retrospecto bonito sobre a vida do artista com ligações sobre momentos mais atuais do Brasil.
O autor também faz diversas reflexões a cerca de assuntos relacionados a indústria musical, política e meio ambiente.
Para quem como eu que já é fascinado pela obra do responsável por Wave, Águas de março, Correnteza, Corcovado e muitas outras canções da excelente safra da música brasileira vai te deixar ainda mais encantado com a genialidade do autor dessas obras.
Os destaque com certeza ficam para a relação de Tom com o meio ambiente. Ele foi pioneiro em abordar essa temática. Em qualquer oportunidade que ele tivesse seja em sua obra ou em entrevistas ele falava sobre o meio ambiente, o desmatamento, tudo isso em uma época que não se falava sobre isso de forma alguma.
O Ruy vai trazer uma reflexão sobre como o piano foi perdendo espaço ao longo dos anos. As histórias de intérpretes vs compositores. Amizades e rivalidades.
É muita história com riqueza de informações, ao mesmo tempo, com leveza
Sinopse: Romances podem ser como filmes. Este é um álbum de retratos. Como fotos, os capítulos devem ser vistos por si sós. Como álbum, o livro pode ser lido em qualquer ordem: o que lhe dá sentido (nos dois sentidos) é a vida que registra. É assim que vamos conhecer Lia. Alguém que acompanhamos por toda uma vida feita à nossa frente em fragmentos, lascas e relances. Não é assim, afinal, que conhecemos todas as pessoas da nossa vida?
Minha opinião: No meu primeiro contato com a escrita de Caetano Galindo, já me mostra ser um escritor de mão cheia. No decorrer dos capítulos, ele vai nos apresentando a “Lia” de uma forma tão tímida que faz com que a gente fique curioso com o que mais ele pode nos contar sobre ela. Tudo isso sem ordem, lógica ou com qualquer preocupação com finalizações, mas nada disso diminui a grandiosidade da história. Lia aos poucos vai criando forma, cor e sentimento para o leitor. A obra traz as pessoas da vida da personagem, o impacto que elas trazem durante a jornada, os dilemas, escolhas, traumas, vivências e observações.
[…] Lia nunca foi de ler poesia. Nem de ter curiosidade […]. Lia sentou no chão, diante do balcão da secretaria, recitou em voz baixa, pela primeira vez e para sempre, o fragmento do poema. […]
[…] Tudo chega ao fim. Tudo tem sua última vez. E quase nunca você soube disso. […]