Sinopse: No primeiro dia de aula do ensino médio, Mônica, Cebola, Magali, Cascão e Milena não demoram muito para perceber que as coisas no colégio andam estranhas. Quando descobrem que o Museu do Limoeiro será leiloado, decidem se unir em uma missão para tentar salvá-lo. Enquanto investigam o que está acontecendo, eles se deparam com segredos antigos e assustadores do bairro do Limoeiro e logo percebem que podem estar lidando com uma ameaça muito maior.
Minha opinião:
“Turma da Mônica Jovem- Reflexos do Medo” ousa e arrisca ao trazer o longa cheio de efeitos especiais. O primeiro filme da franquia jovem traz elenco até novo com Sophia Valverde, como Mônica, Xande Valois, como Cebola, Bianca Paiva, como Magali e Theo Salamão, como Cascão. Por ser tratar de uma adaptação dos personagens do mangá algumas mudanças são visíveis para os leitores da versão jovem da turma da Mônica que é publicada desde 2008; a personagem Milena, por exemplo, nem faz parte das primeiras levas do mangá, mas vem ganhando projeção e espaço nos diversos universos da turminha, assim aos poucos ela vai ganhando liga com os personagens principais, algo ainda não totalmente conquistado. Já o DC, personagem veterano ganha características diferentes, apesar de continuar um pouco do contra, no filme não é explorada a personalidade dele da mesma forma como é no quadrinho. Os destaques de fidelidade as características das personagens com certeza ficam a cargo de Carmem e Denise. Mateus Solano também se destaca como o Licurgo.
Um ponto negativo é que acredito que poderia ter sido inspirado em algumas das histórias icônicas da TMJ, como “Umbra” e Sombras do Passado. Bora aguardar e ver o que podemos esperar dos possíveis próximos longas.
Sinopse: “Aos Ratos I” versa sobre temas pungentes e de relevância para a comunidade, com o seu estilo próprio, nu e cru, que absorve e conquista o leitor.
Minha opinião: Na minha terceira experiência lendo as obras de Fernando Barral me surpreendo mais uma vez o quão desafiadora são as leituras. Depois de “Ar Sujo” e “A Máscara” foi a vez de “Aos Ratos I” livro em que o autor mais uma vez usa sem limites, questões filosóficas e psicológicas para exprimir as relações humanas.
É sobre a mente humana e o quanto em uma discussão se passa centenas de pensamentos e aleatoriedades, que muitas vezes nem são ditas, mas que na cabeça não paramos de pensar. Com isso o autor trouxe uma espécie de dr de casal que só lá para metade do livro entendemos se tratar de Jonathan Reginaldo e Maria Piá.
As citações na mente da personagem conseguem colocar em um mesmo parágrafo referências a Monteiro Lobato, Shakespeare e Charlie Brown Jr.
Tudo beira a extrema loucura em “Aos Ratos”, mas ao concluir entendemos que isso é inerente ao pensamento humano.
Não sei o que esperar de outras obras do escritor, mas estou pronto para o próximo desafio.
Estamos em Guarulhos na década de 90. Dinho, Sérgio, Samuel, Julio e Bento são garotos típicos da época com pouco dinheiro e muitos sonhos. Eles nem imaginam que o humor debochado e inteligente, tão característico do grupo de amigos, irá mudar suas vidas para sempre. De algumas tentativas fracassadas ao sucesso absoluto, em pouco tempo, eles se tornaram o maior fenômeno musical brasileiro da década: os Mamonas Assassinas.
Minha opinião:
Filme biográfico de Mamonas Assassinas traz elementos divertidos, apesar de história triste. O longa expõe trajetória árdua e de resiliência desde o surgimento até o estrelato da banda. O elenco incorporou totalmente a essência da banda, inclusive colocando a própria voz para as apresentações registradas na produção.
Sinopse: “Fábio Ochôa escreve, escreve, escreve, escreve. Eu leio, leio, leio, leio o que o Fábio escreve. Achei que tinha lido tudo. Não sabia do rockabilly surrealista, do encontro entre Lovecraft e K. Dick, do Firmino Colgate e do que aconteceu depois que aquele gorila caiu daquele prédio. Num livro sobre os mundos que a gente não imagina, descobri que o Fábio tem muito mais mundos do que eu imaginava.
Minha opinião: O autor faz sua estreia no mercado editorial com “Arte de Abater Anciões” que traz contos de terror e fantásticos com uma escrita cheia de ingenuidade e doçura para histórias para lá de macabras. A todo momento ele nos surpreende com os desfechos de cada conto. Tudo isso na maioria das vezes sendo direto ao ponto e sem enrolações ou textos exageradamente descritivos. Apesar disso, não se exclui a profundidade embutida em cada conto, que são independentes, mas que de certa forma acabam tendo pequinesas repetições de palavras, nomes e expressões fazendo liga entre um conto e outro.
Apesar da premissa de terror e fantasia, o autor passeia por temas, questões e contextos extremamente plurais. Cada conto nos marca com certas reflexões sobre as relações humanas.
(…) Caso exista alguém que não saiba, Salvis Presli foi, provavelmente o maior cantor popular do século XX, criador do Surrockabilly…. (…)
(…) Nunca soube ao certo o que exatamente ele não gostava em sua sombra, talvez fosse algo no formato dela, na postura, ou ainda na forma das orelhas, no comportamento ao caminhar, ou talvez o todo, simplesmente o todo e o como ela o lembrava de seu próprio corpo. O que Claudionor sempre dizia é que ela fazia tudo que ele fazia (…)
(…) E assim passava a vida do homem sem nome, em uma infinita viagem, ouvindo a estranha música de alguém que havia nascido há milhares de anos(…)
(…) Existe o que os outros querem que sejamos, existe o que queremos ser e existe o que realmente somos (…)
(…) Nunca teve nada de especial, nunca foi muito bom em nada. Talvez ele não tenha sido nem bom, nem talvez todo espetáculo precise de um porteiro (…)
A publicação é da “Cinco Gatas” e tem um trabalho gráfico muito bem executado pelo Eduardo Argoud. Ótima escolha de fonte e excelente espaçamento.
Entre idas e voltas que os contos fazem todos se encontram com a morte.
YoungAmericans é um spin off de Dawson’s Creek e foi lançado pela mesma emissora original da série em 2000. O projeto teve pouca duração, sendo lançada apenas uma temporada com 8 episódios.
Will é um amigo de longa data de Pacey e aparece em alguns episódios da 3 temporada de Dawson ‘s Creek. Ele chega a se envolver com a Andie. Em YoungAmericans iremos conhecer a história dele, que é um jovem pobre e que vive na cidade de NewRawley. Will conquista uma bolsa de estudos para um curso de verão em uma escola chamada RawleyAcademy.
Will tem uma relação conturbada com o pai e na nova escola busca por novos ares.
Lá, ele se torna amigo de Scout, um jovem muito bondoso e rico. Scout, logo se apaixonará pela amiga de Will, a jovem loira Bella
Contudo uma revelação vem à tona, aparentemente Scout e Bella podem ser irmãos, mas antes disso os dois já se envolveram e estão apaixonados.
Na série, ainda temos Jake, uma jovem que se veste de homem para conseguir entrar na escola e ainda se apaixona por Hamilton, um colega de classe, que é filho do reitor da escola.
A série é incrível e destaque para o protagonista Will que sempre traz reflexões sobre a vida em cada início e encerramento de episódio. É de se impressionar cada frase que ele traz em formato de abraço ao telespectador.
É sobre sonhos, errar, tentar, se arriscar e ter coragem.
A música de abertura é a deliciosa “SixPacs” do TheGetawayPeople. Porém sem sombra de dúvidas o grande nome da trilha sonora da série é Nick Drake, com canções como PinkMoon e Place to Be.
Em junho de 2022 comecei a assistir Dawson’s Creek. Já tinha ouvido falar da série, mas não tinha dado muita atenção. Quando entrou no catálogo da Netflix em 2021 fiquei de ver, mas acabei vendo pelo Net Now- Clarovideo em junho de 2022 e terminei no final do ano passado. Agora estamos em agosto de 2023 e estou escrevendo sobre. É a minha segunda tentativa de escrever este texto. A primeira começou em maio, mas pausei e só retomei agora. Até hoje fico pensando na série e não conseguia vir aqui escrever sobre. Parecia que eu não estava pronto ou não sabia o que dizer a respeito da série. Nada parecia estar à altura da produção para merecer este texto.
Dawson´s Creek é uma série norte-americana que foi ao ar de 1998 até 2003 com 128 episódios exibidos em 6 temporadas. É uma produção da Sony Picture Television, exibido originalmente pela WB. No Brasil ganhou projeção pelo canal a cabo Sony. Também chegou a ser exibido na TV Globo e na Record TV.
A série é centrada na vida de Dawson Leery, vivido pelo ator James Van Der Beek, que vive na cidade fictícia de Capeside, ambientada verdadeiramente na Carolina do Norte, em Wilmington. Ele tem como melhor amiga a personagem Joey, do qual ele convive desde a infância, outro amigo de Dawson é o Pacey. Os três juntos formam um grupo de amigos muito próximos que vivem sendo atores dos filminhos produzidos pelo protagonista que é abertamente um aspirante a cineasta.
Dawson’s Creek é uma série cheia de diálogos profundos e fortes dos personagens, mesmo com pouca idade eles já têm uma visão ampla sobre o mundo. As trocas entre Dawson e Joey são incríveis e perambulam por questões sobre amadurecimento. Logo no início temos a resistência de Joey em dormir na mesma cama com Dawson, porque ela já é uma moça de 15 anos e para ela, eles não podem mais dormir juntos.
Os personagens acabam tendo uma relação de apoio muito forte. Dawson começa a ter problemas com a família, em especial a mãe que começa a ter relações extraconjungal. Já Joey é um drama à parte, ela perdeu a mãe para um câncer e o pai está preso. Ela é criada pela irmã, que até então está grávida.
As noites de Dawson e Joey são regadas de filmes, muitos deles alugados na locadora em que ele trabalha com o amigo Pacey.
Pacey, este que é um personagem bem mulherengo, logo no início já acaba tendo uma relação com uma mulher mais velha, acaba sendo o engraçadinho da turma, mas também tem seus problemas, vide a sua complexa relação com seu pai.
Quem é a mais novata da turminha é a Jen, personagem que é neta de uma vizinha nada humorada de Dawson. Jen chega a Capeside para viver com a mãe, após conturbadas relações com os seus pais que a fazem começar a morar com sua avó.
Logo a nova vizinha já chama a atenção de Pacey e Dawson. O que acaba causando um grande ciúme em Joey que tem um amor meio secreto por Dawson, mas o mesmo ainda não percebeu.
Dawson logo se envolverá com a Jen, mas não irá durar muito assim que perceber sua grande paixão por Joey.
Ao decorrer das temporadas outros personagens se juntarão ao elenco, como os irmãos Andie e Jack.
Muitas trocas de casais, brigas, amores e centenas de questões humanas são abordadas ao longo da série. Sempre exigindo o amadurecimento das personagens em meio às adversidades da vida.
Dawson ‘s Creek foi pioneira no segmento jovem e se tornou referência para muitas séries depois.
No fim dos anos 90, o programa trouxe debates envolvendo racismo, homofobia, sexualidade, luto, violência sexual, relacionamento tóxico, alcoolismo, depressão, ansiedade e diversas questões envolvendo saúde mental.
A série se tornou uma das minhas favoritas da vida e a trilha sonora é um ‘show’ à parte. Cheio de descobertas musicais incríveis e cheia de artistas independentes e alternativos.
DC envelheceu como vinho. Diferente de muitas outras séries dos anos 90/2000, as temáticas e diálogos de Dawson ‘s Creek são atemporais.
Dawson é o meu personagem preferido, diferente da maioria das pessoas que odeiam e acaba sendo considerado por muitos um dos piores protagonistas. Ele é sonhador, teimoso, por muitas vezes imaturo, mas podemos descontar por ele estar na adolescência durante parte da série. Além disso, tudo ele também é um amigo leal, um bom filho, um bom namorado e extremamente sensível e idealista. Durante sua trajetória, ele vai enfrentar muitos desafios, como descobrir que sua mãe está traindo o seu pai, saber lidar com as críticas de sua aspirante carreira de cineasta e por ora até pensar em desistir.
Ele será traído por Joey e Pacey, que terão um relacionamento secreto, sem contar a Dawson e que sofrera muito ao descobrir.
Dawson ainda pagará a faculdade da Joey e os dois ainda acabam se envolvendo em temporadas seguintes.
Dawson ainda enfrentará a morte de seu pai e terá que assumir as obrigações e cuidados de sua mãe e irmã. O personagem enfrentará um período bem conturbado de luto e precisará amadurecer para conseguir seguir.
A vida de Dawson Lerry na Universidade não será de muito sucesso, o personagem não se adapta ao local e pensa em se mudar para ficar próximo de Joey. A carreira do jovem em Hollywood também será cheia de desafios, Dawson acaba tendo muitos conflitos com o diretor de um filme do qual ele começa a trabalhar e acaba ficando sem trabalho. Ele também teve muita dificuldade em emplacar projetos no cinema. Dawson engatou diversos relacionamentos para tentar esquecer Joey, mas sempre voltava para ela.
Entretanto, lá na terceira temporada foi formado um triângulo amoroso. Naquele momento Joey escolheu Pacey. Depois eles terminaram.
Team Dawson ou Team Pacey?
A maioria do público na internet é Team Pacey e foi justamente com ele que Joey terminou.
Pacey é carismático e galanteador, mas nem sempre foi um bom amigo para Dawson. Ele ficou com a alma gêmea de Dawson, a Joey.
Pacey terminou a escola e acabou não participando da formatura e não foi para nenhuma universidade. O personagem decidiu buscar o autoconhecimento vivendo sozinho em um barco em mar aberto. Antes disso, ele chegou a se relacionar com sua professora, com quem perdeu a virgindade com uma mulher mais velha, sendo ele menor de idade.
Depois na segunda temporada ele vai se envolver com a Andie, menina doce e inteligente que chega à cidade, após ter perdido um dos irmãos. Ela vive com o outro irmão (Jack) e com a mãe, que passa por diversos problemas mentais, após a perda do filho. Andie fica na série até a quarta temporada. Sua passagem pela série é recheada de dramas e crises. Ela chega até ser internada em uma clínica, após episódios problemáticos envolvendo a sua saúde mental.
Pacey, depois começa a trabalhar em restaurante como chefe e depois entra para o mundo dos negócios, ramo que ele começa a ter muito sucesso financeiramente, mas depois acaba tendo sérios prejuízos. Um dos casos foi a perda de um investimento que o Dawson fez com ele.
O irmão de Andie, o Jack, é um personagem que inicialmente se envolve com Joey, mas depois acaba se assumindo gay. Durante a série ele vai se envolver com alguns rapazes, mas antes disso passará por um episódio de preconceito envolvendo um professor da escola.
O personagem Jack foi um marco ao mostrar a primeira cena de um beijo homoafetivo na TV americana. O pai do jovem terá muita resistência em aceitar o filho, então ele acaba saindo de casa.
Jack desenvolve no decorrer das temporadas uma amizade muito forte com Jen, com quem passa até a morar por um determinado tempo.
Jen se envolve com Dawson e com vários outros rapazes no decorrer da série. Ela por muitas vezes não tem sorte no amor. Na quarta temporada é possível conhecer mais sobre a história da Jen, sua origem e a história real por trás dos motivos que fez com que ela se mudasse para Capeside.
Nessa parte da trama é abordado muito a relação tóxica e complexa que ela tem com os pais. São muitos traumas e feridas que são expostas no decorrer dos acontecimentos.
A avó de Jen é uma religiosa fanática e isso gera vários embates entre avó e neta por diversas situações, até elas conseguirem se entender. Com o tempo elas se tornam muito amigas e confidentes.
Apesar de Dawson ser o meu personagem preferido, a personagem melhor construída é a Jen. É notório todo o amadurecimento dela durante a série, o quanto ela se conhece, sempre ajuda o próximo e se questiona o tempo inteiro.
Jen e Dawson são os únicos personagens que procuram terapia. É bem interessante a forma que a série conduz essa busca e a necessidade que os personagens se veem de procurar ajuda psicológica.
Infelizmente o desfecho da Jen é muito triste. Ela engravida e tem uma filha, mas meses depois acaba descobrindo uma doença e morre.
Quem fica encarregado de cuidar de sua filha é o seu grande amigo, Jack.
Apesar da série se chamar “Dawson’s Creek” para muitas pessoas a série poderia ser“ Joey’ s Creek”. Seria a Joey a verdadeira protagonista? É algo que muitos questionam, mas não é para menos. Já que ela é a única personagem a aparecer em todos os episódios. Nem o Dawson está em todos…
A Joey na série tem uma trajetória de altos e baixos. Além dos dramas familiares, ela tem esse impasse com Dawson. No decorrer eu entendi que é como se fosse uma gratidão que ela tem a ele por tudo que fez.
Existe uma dependência emocional bem grande dos dois e se faz necessário a separação em algumas ocasiões para eles se conhecerem. Na primeira temporada ela deixa de ir à França para não deixar Dawson, afinal ele sempre esteve com ela em todos os momentos. Quando ela perdeu a mãe, Dawson estava lá, quando o pai foi preso Dawson, quando ela tomou coragem de visitar o pai na cadeia mais uma vez Dawson.
A ligação deles é muito forte, algo de alma e são definitivamente almas gêmeas. Eles se conhecem pelo olhar.
Quando Joey precisa de uma carta escrita pela pessoa que a mais conhece, naquele primeiro momento ela ainda namora Pacey, mas acaba sendo o Dawson o escolhido para escrever a carta.
Até o Pacey sabe, que mesmo estando com a Joey, o que ela e o Dawson tem eles nunca terão e isso até de certo modo influencia no término do namoro de Dawson com Jen, que também sabe que não tem como competir com os dois.
Joey também vai se envolver com vários rapazes e até com seu professor na Universidade. É bem gostoso de acompanhar a vida universitária da Joey, principalmente se você for amante da literatura como eu.
Dawson e Joey não terminam juntos. Ela escolhe Pacey.
Dawson acaba sozinho e ainda não conquistou o sucesso no cinema, mas na televisão ele conseguiu emplacar um seriado autobiográfico que é um sucesso. Além disso, ele acaba recebendo um telefonema de seu grande ídolo, o Steven Spielberg.
A trilha sonora de Dawson ‘s Creek é fantástica. Duas músicas foram os grandes temas de abertura
O “Pautando & Comentando” do dia 24/10/2023 foi sobre os 25 anos da série. Assista na íntegra:
Sinopse: A história escreveu o fado de um pacato país plantado num cantinho soalheiro da Península Ibérica, gritando o hino da liberdade e espalhando cravos vermelhos pelas ruas.
Uma revolução atípica que ditou o destino de um povo e a separação de dois amantes, cujo amor puro imortalizou-se nas sombras de um passado sempre presente.
Duas vidas vivenciadas num paralelismo imperfeito, por duas mulheres que percorrem estradas divergentes, que convergem na paixão como encenam o seu papel no universo.
Minha opinião: neste meu primeiro contato com a escrita da autora já consegui me encantar com suas palavras, apesar de um inicio de livro levemente arrastado, do meio a adiante a obra nos prende até quase o final. “Sombras com rosto” é um livro extremamente forte, político e feminista.
É louvável como Alexandra conseguiu construir quase perfeitamente uma história que traz as perspectivas de três mulheres diferentes, da mesma família e as escolhas que fizeram em suas vidas, conforme os contextos de cada época, vivências e que se entrelaçam em um só.
Sem dúvidas os destaques ficam para as partes dedicadas às personagens Marta e Diogo. Ambos tentam encarar uma relação em meio a uma divisão que é intrínseca à família e a origem deles. Ela de família conservadora e de direita, já ele um personagem de esquerda e ligado ao comunismo.
Apesar de outrora já conhecermos diversas obras com esses “amores impossíveis”, divisão de famílias… em obra de Shakespeare conhecemos uma das histórias mais famosas, mas Alexandra Ferreira em ” Sombras com Rosto” traz o seu olhar em sua escrita, levantando por diversas vezes as questões do feminino que explicam a sociedade e nos contextualiza no decorrer aos acontecimentos.
Este livro é uma leitura obrigatória para este tempo e para os próximos…
Sinopse: Quando o maior e mais forte super-herói da terra comete o maior assassinato presidiário já visto, a
sociedade se divide em uma guerra social entre humanos e pessoas super poderosas. A caçada
àqueles que têm poder leva a sociedade a uma guerra social onde ninguém confia em ninguém
fazendo com que algumas pessoas tirem vantagens disso por meios políticos e nada igualitários.
Minha opinião: “Transtorn” é mais uma obra com temática de super-herói, mas com abordagem distinta de outros do gênero. Em suas 180 páginas ( em edição digital) o autor percorre por temas contemporâneos e revolta pelo sistema, características já presentes entre os vilões dos quadrinhos.
Pedro coloca as personagens sem poderes em duelos com os poderosos. Tudo por um bem maior de (…) “-Salvar, amar e lutar contra o mal” (…). Apesar do livro abusar de diálogos e pensamentos pouco convincentes e em certas ocasiões até meio forçado, a história é extremamente política, passando por diversas questões morais em suas abordagens. Em consenso ainda traz a questão de um cenário pós pandemia como pano de fundo da história.
O autor traz na medida certa momentos de ação, brigas e discussões em paralelo com explicações sobre a história das personagens, sem em nenhum momento deixar pontas soltas. A sensação é que ele vai aparando as arestas a cada capítulo. Sem sombra de dúvidas, um dos destaques é o personagem “Equidade” que faz esse jogo com o significado real da palavra.
“[…] ele cultuava o medo e aplicava uma certa psicologia reversa com a pinta de bom moço […]”
“O Equidade entendi que se ele ganhasse esse papel eliminando o máximo de assassinos, sendo cruel, porém justo, as pessoas comprariam a sua ideia, compraria seu marketing de mártir”
“Transtorn” é uma sugestão de leitura para quem está acostumado com livros do gênero e também para quem não está, porque a todo momento o autor nos traz referencias de cultura pop e da sociedade de um modo geral. Sempre em tom crítico ou cômico e pautado em questões da contemporaneidade.
Sinopse: Paul (Patrick Gibson) e Sophie (Sophie Wilde) são contratados como estagiários em uma empresa misteriosa de Londres, mas logo percebem que aquele não é um ambiente convencional. Enquanto se acostumam com o jeito peculiar dos companheiros de trabalho, Paul recebe a missão de encontrar O Portal Secreto, um objeto capaz de transportar as pessoas para qualquer lugar do mundo num piscar de olhos, e agora precisa impedir que ele caia nas mãos erradas.
Minha opinião: O longa é uma grata surpresa positiva de um filme de fantasia, que traz elementos clássicos de diversas produções do gênero. Apesar disso, a história é interessante do começo ao fim.
O protagonista “Paul” vivido por Patrick Gibson é aquele personagem carismático, com cenas bem engraçadas. O elenco ainda é composto por Patrick Gibson, Sam Neill e Christoph Waltz.
A produção é australiana, mas com total aspecto do cinema britânico. Inclusive o filme se passa em Londres. O roteiro tem diálogos bem interessantes e existe uma química forte entre os estagiários Paul e Sophie.
Tecnicamente o longa tem efeitos especiais extremamente bem produzidos, o deixando ainda mais realista. Definitivamente é um daqueles longas que você precisa assistir no cinemas para ter uma experiência completa. Seria ainda mais interessante se tivesse disponível em 3D.
Sinopse: Após sete anos controlada de seu vício em compras, Rita (Gloria Pires) assume a liderança de um grupo de apoio a compradores compulsivos para ajudar outras pessoas a darem a volta por cima. Começando um novo romance com Otávio (Marcos Pasquim) e toda trabalhada no equilíbrio, parece que nada pode apagar o seu brilho. Mas quando Duda (Maisa), sua única filha e melhor amiga, revela que tem planos de sair de casa, Rita vai precisar aprender a desapegar para não cair na tentação de uma boa promoção.
Minha opinião:
Desapega é o novo filme de Glória Pires e Maisa. O longa traz a temática da compulsividade como o centro do conflito envolvendo as protagonistas e em especial a personagem Rita, vivida por Glória que assume o posto de líder de um compulsivos por compras.
No decorrer do longa, vamos entender como Rita chegou na situação de compulsividade por meio de episódios do passado que fizeram ela ter o transtorno
O longa é extremamente divertido. Abordando de forma leve, mas consciente a temática, que é muito séria.
Maisa e Gloria tem uma ligação muito linda em cena e acabam tendo uma química bem grande nas telonas
O elenco de compulsivos também cumprem o papel de divertir e alertar sobre a temática. Em especial as personagens de Carol Bressolin e Priscila Marinho que com certeza devem arrancar bastante risadas dos espectadores.
Ponto positivo também para os atores Marcos Pasquim e Matheus Costa ambos respectivamente contracenam com Glória Pires e Maisa durante o longa.