Anderson Zanni faz estreia em livro solo com “O Nono e a Raposa Mestiça”
Sucesso na polêmica edição da Bienal do Livro Rio 2019, “O Nono e a Raposa Mestiça” foi sucesso de venda nos dias em que o autor esteve presente no evento, sendo ganchado pela obra “Inquebrável”, antologia organizada por Michel Uchicha, da qual Anderson também faz parte.
Sinopse: Era final do verão de 1992, quando Artur nasceu e foi entregue para uma família normal, pela qual foi criado por dezessete anos. Em 2009, ano temido pelo Nono, ao encontrar Nildo, Artur regressa a Júbilo, a cidade onde realmente nasceu, porém, o jovem herdeiro de um poder invejado ainda não está preparado para embarcar em um mundo novo e invisível aos olhos comuns. Tampouco para lidar com o misterioso desaparecimento de seus pais biológicos.
Artur deve encarar seu destino afinal, ninguém além dele é capaz. Decepções, rancores, medo e aventura o esperam. Apenas a esperança será o perdão.
Não sei sei perdi o “time” desse livro, visto que ele era muito comentado nos blogs literários lá por 2010 até 2012, mas só em agosto de 2018 que finalizei a leitura, na época postei lá no insta de livros que estou alimentando( @bookssstea) acompanhem por lá, porque posto as minhas leituras em quase tempo real.
Sinopse: Janie não pode contar a ninguém sobre o que acontece com ela – eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, a adolescente vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que ela não quer e não pode controlar.
Mas, de repente, Janie entra em um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez ela deixa de ser espectadora e se torna uma participante…
Minha Opinião: O livro apresenta personagens marcantes, em certos momentos clichês, mas totalmente realista. Um destaque para a abordagem sobre uma expressão que até então não conhecia que é o “White Trash” termo depreciativo usado nos anos 1820 nos EUA para se dirigir a pessoas brancas de “baixo estatuto social, pouca perspectiva de vida e formação”. As personagens que contracenam com Janie não se destacam, assim deixando a leitura menos agradável, Wake faz parte de uma trilogia, composta por Fade e Gone, não tenho grandes expectativas para ler o desfecho da trama. Sonhos, pesadelos e toda essa temática torna o livro muito interessante, mas foi apresentado de forma muito jogada, sem intenção nenhuma, isso dentro de um contexto de uma proposta de uma trilogia.
Lista com os melhores lançamentos garimpados ou não da música em julho de 2019
Jão lançou o single “Louquinho” , ainda não sabemos se vai ser uma música avulsa ou se vai entrar no próximo disco do artista.
Paula Fernandes lançou a música “Prometo” dueto com Kell Smith, compositora da canção com Bruno Alves, faz parte do novo álbum de Paula, “Origens” (Universal Music)
Plutão Já Foi Planeta lança a positiva e esperançosa “Pra Gente Ser Feliz”, lançada em single, mas ainda pode entrar em um futuro disco da banda.
“Sua Alegria Foi Cancelada” (BMG) é o novo álbum dos gaúchos da Fresno, o destaque vai para a canção “Cada acidente”
A junção de ANAVITORIA E Victor Kley deu origem a “Pupila”, novo single do duo que brinca com elementos do pop, folk e mpb em seu cancioneiro.
As plataformas digitais estão quebrando paradigmas envolvendo a música, não só o modo em que as canções são distribuídas, mas também o alcance em que diversos artistas conquistam o seu espaço, principalmente os músicos independentes, dos mais diversos segmentos. Os algorítimos ainda privilegiam os artistas de grandes gravadoras e selos mundiais,mas com um marketing assertivo, provavelmente muitas bandas podem alçar um determinado nicho por meio de estratégias segmentadas. Um dos artistas que conheci via Instagram foi Michael McArthur, logo fiquei encantado com o vocal e a bela canção “Elaine” totalmente dentro do universo folk.
Para mim, a mídia social é apenas uma ferramenta usada para se conectar com as pessoas. A beleza disso é que alguém no Brasil pode ouvir uma música que escrevi sem que eu estivesse lá. Isso é especial. Mas, no que diz respeito ao desenvolvimento da arte, não faz nada por isso. Talvez isso faça algo para o desenvolvimento do entretenimento, mas não da arte.
Encantado com o álbum “Ever Green, Ever Rain” convidei o Michael para uma entrevista ao blog;
Quando você decidiu que queria ser músico? O que fez você se decidir sobre isso?
Michael McArthur:Meu avô me comprou minha primeira guitarra aos 15 anos. Comecei a escrever músicas pouco tempo depois.. Eu tinha muito medo de palco, então evitei fazer da música uma carreira por um bom tempo. Um ano, me deparei com uma citação de Mark Twain. Aquele que diz: “Daqui a 20 anos você não vai se arrepender das coisas que fez, vai se arrepender das coisas que não fez”. Isso bateu como um soco. Eu não voltei desde então. Demorou um pouco para superar a coisa assustadora do palco, mas eu finalmente consegui.
Quais países sua música faz mais sucesso no spotify?
Michael McArthur: Estados Unidos, México, Canada, Itália, Inglaterra, Austrália e claro Brasil.
“Elaine é uma das melhores canções que ouvi este ano”. Como foi o processo de composição e inspiração para a música?
Michael McArthur: Quanta gentileza. Obrigado. Meu pensamento é: se você tiver a sorte de ter uma audiência, seja de um ou um milhão, é melhor ter algo a dizer que vale a pena ouvir. Então, para mim, se as letras não estão onde deveriam estar, a música também não. “Elaine” é sobre amar a si mesmo. Todos nós podemos usar esse lembrete de tempos em tempos.
Pop, folk, indie. Como você descreveria sua música?
Michael McArthur: Bem, eu imagino Americana. Abrange vários estilos sonoros (folk, soul, rock, etc.)
Você pretende se apresentar no Brasil no futuro?
Michael McArthur: Seria divertido, não é? Um dia desses, prometo que o farei.
Qual artista você está interessado em gravar uma música de apresentação?
Michael McArthur: Essa lista fica muito rápida, The Highwomen. Se você não conhecer, procure…
Quais artistas você tem mais ouvido recentemente?
Michael McArthur: Estou ouvindo o novo álbum de Tanya Tucker enquanto digito. Também ouvi Tom Waits, Bon Iver, Dawes e The Raconteurs.
Conte-nos mais sobre o difícil processo envolvido na gravação de Ever Green, Ever Rain?
Michael McArthur: Gravamos o álbum ao vivo como uma banda em menos de uma semana no United Recording on Sunset Blvd em Hollywood, CA. Em 2019, essa é uma maneira não convencional de gravar, mas quando as pessoas certas estão na sala, isso funciona. Não é fácil, mas é simples.
Qual é a sua música favorita de Ever Green, Ever Rain?
Michael McArthur: Ah, eu não sei! Isso é difícil. Eu imagino que é assim que escolher uma criança favorita. Todo pai tem um, mas não o admite.
Quais são seus sonhos em sua carreira musical?
Michael McArthur: Para escrever músicas e gravá-las. Para viajar e tocar. Para que esses registros paguem por si mesmos e pelos que vierem depois. E sobrar o suficiente no final de cada dia para comer.
Muitas pessoas conheceram seu trabalho via Instagram. Como você interpreta o uso das redes sociais para o desenvolvimento do trabalho musical dos artistas?
Michael McArthur: Para mim, a mídia social é apenas uma ferramenta usada para se conectar com as pessoas. A beleza disso é que alguém no Brasil pode ouvir uma música que escrevi sem que eu estivesse lá. Isso é especial. Mas, no que diz respeito ao desenvolvimento da arte, não faz nada por isso. Talvez isso faça algo para o desenvolvimento do entretenimento, mas não da arte.
Você pode me contar sobre seus próximos projetos?
Michael McArthur: Agora estarei em turnê e compondo. Eventualmente, fazendo outro álbum. E assim até a minha voz parar. Talvez o Brasil em breve…
Sinopse:A Metrópole das Superstições é uma cidade decadente, onde seus moradores são reféns da própria alienação. Extremamente supersticiosos, eles temem questionar compreensões básicas do cotidiano. No meio disso, uma família de sete gatos pretos vive dentro de um beco.
Apesar de sofrer desprezo pelas crendices populares, o gato caçula, chamado de “Arrepiado” por causa do pelo eriçado, adora fazer bagunça ao lado dos irmãos. Para realizar o sonho de ver uma estrela cadente, Arrepiado costuma subir no telhado da igreja e fixar seus olhos no céu.
Certa madrugada, o acaso finalmente parece favorecer o pequeno felino, mudando sua vida para sempre.
Minha Opinião: Em seu livro de estreia, Lucas Rennó surpreende ao abordar temática polêmica envolvendo fanatismo religioso, ciência e sociedade, tudo isso ligada a originalidade e simplicidade ao trazer o personagem “Arrepiado”, que traz uma série de reflexões sobre a vida, em seus mais densos aspectos da vida a morte.
As ilustrações ficaram por conta de Erick Alves, que traz uma atmosfera mais densa e singular por meio de seus traços.
A história ainda conversa com temáticas atuais, como a violência contra os animais, colocando os gatinhos como protagonistas da trama. Mensagens sobre família, amizade e companheirismo também condensam o livro de Lucas. Terminei na ansiedade de ler mais material do autor, não sei ainda no mundo do encantador Arrepiado ou em outros universos.